Calmaria e esportes à vela são atrações em São Miguel do Gostoso

O Tô de Folga desta sexta-feira (7) embarca na aventura da repórter Cláudia Gaigher, que saiu de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, e foi para Natal, no Rio Grande do Norte, Nordeste brasileiro. Ela viajou mais de 3.300 quilômetros para conhecer uma das praias mais famosas do litoral potiguar: São Miguel do Gostoso.

“BR 101 sem trânsito… Um sossego só. Estamos a 110 quilômetros de Natal e o caminho é pelas plantações de coco. Na beira da estrada, tem o recanto do professor Edson, uma figura! Ele tem uma vitrola aqui. ‘Do final da década de 60, tem uns quase 50 anos já. Chico Buarque na entrada de Gostoso. A gente tem Betânia, Osvaldo Montenegro, Simone, Nelson Gonçalves. Tem coleção de discos de vinil, balança pra pesar algodão, dinheiro antigo e fábrica de cachaças artesanais. Veja só! Aqui você vai observar a cor da cachaça, a transparência e o detalhe das lágrimas que vão se formar. Se for uma cachaça de má qualidade, ela desce rápido ou fica suando. Lentamente, ela vai chorar. Ela vai escorrer lento. Isso demonstra o modo como ela foi produzida. É uma cachaça artesanal’, conta Edson.

Seguimos para a cidade. Me chamou atenção esse estilo de interior. Ruas com casinhas simples, gente na porta vendo a vida passar. Eles sabem que moram num paraíso de areias brancas e mar azul! Na maré baixa, no fim da manhã, é a hora do passeio de bicicleta, com pedaladas na areia. Eu, que adoro um papo, decidi explorar a cidade e conhecer os moradores.

Leveza e bom humor são a alma desse lugar. A água aqui é morninha e até bem pouco tempo atrás São Miguel do Gostoso era uma vila de pescadores pouco conhecida dos visitantes. Mas olhem só, tem beleza até onde a vista alcança. A faixa de areia é gigantesca. Agora, muita gente descobriu esse lugar e vem pra cá em busca de sossego.

Eu adorei o silêncio e se aqui é o lugar onde o vento faz a curva, a prática de esportes à vela é uma atração. Por isso, o tricampeão mundial de windsurf, Kauli Seadi, mudou de Santa Vatarina para cá. “São Miguel do Gostoso tem essa vantagem que venta praticamente oito, nove meses por ano direto, são poucos lugares do mundo que têm essa condição climática. A gente tem equipamento de windsruf, a gente tem aulas de kite também pra galera e tem os standups, que hoje em dia tá bem na moda e o pessoal tá gostando”, conta Kauli.

Já são mais de 40 hotéis e pousadas. Eu fiquei em uma com cajueiro no quintal e chalés individuais. À noite, a diversão é sair à pé em busca de um canto para comer e a gente tem muitas opções.São vários barzinhos e até bistrô.

No dia seguinte, saímos para explorar lugarejos próximos. Me disseram que depois da estrada de terra tem um paraíso. E se você não quer praia, tem um rio de água cristalina bem pertinho de São Miguel do Gostoso, já no município de Pureza. E o nome já diz: o ambiente é perfeito, um convite à meditação. Cada bangalô desse é individual para um grupo ou para um casal e você pode passar o dia assim, curtindo essa tranquilidade.

E lá vamos nós para Touros, pertinho de São Miguel do Gostoso! Um belo programa de fim de tarde é caminhar bastante pelas praias e chegar até lugares, como a Praia do Farol. Aquele ali é o Farol do Calcanhar, tem 62 metros de altura e é o mais alto do Brasil. Esse nome é porque dizem que aqui, onde nós estamos, é a pontinha mais extrema do Brasil, se a gente traçar uma linha reta pelo oceano. É o caminho mais curto até a África.

Pousada Sao Miguel do Gostoso

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *