Brechó: o velho modelo apoia a economia e a sustentabilidade

Em meio a chamada crise econômica, as lojas de produtos usados mostra crescimento e saída tanto para quem precisa de dinheiro quanto para quem precisa do é oferecido

As roupas que você não usa mais; ou ainda, aquelas que você nunca se quer tirou a etiqueta. Um sapato que não gosta mais ou aquele lenço pendurado no mesmo lugar há meses. Tudo isso pode fazer parte de um negócio que está em faze de crescimento no Brasil: as lojas de usados ou, como são conhecidos, os brechós.

Um levantamento do Sebrae, feito ano passado, mostrou que o número de pequenos negócios – com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões – no comércio varejista de artigos usados brasileiro cresceu 210% em cinco anos, passando de 3.691, em 2007, para 11.469 em 2012. Do fim de março até o meio de maio de 2015, o segmento cresceu 5%, sendo que a porcentagem mensal média de crescimento de janeiro de 2013 até maio de 2015 foi de apenas 0,7%.

Os brechós movimentam R$ 5 milhões por ano, seja no formato convencional de loja física ou virtual, com as peças oferecidas nas redes sociais.

A popularização do comércio de itens usados é relacionada, também, a uma mudança de cultura. É o que afirma o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Paulo Ponzini. Ele recentemente fez parte da comissão julgadora de uma revista que premiou um brechó como destaque no segmento de moda, o que evidencia uma modificação de paradigma. “Hoje as roupas de segunda mão são higienizadas; antigamente tinham defeitos, hoje não têm tantos”.

Além disso, o consumo consciente leva as pessoas a buscarem alternativas mais sustentáveis. “A tintura de uma roupa nova consome muita água. As pessoas pensam em fazer uma economia para a sociedade quando comercializam uma roupa de segunda mão”, sustenta.

Esse tipo de negócio colabora, não apenas com a economia, mas com a sustentabilidade também. A partir do momento em que você escolhe vender o que já não utiliza mais, faz com que essa peça não seja descartada. Reutilizar uma peça de roupa, um armário, sapato, carrinho de bebê te ajuda a economizar em momentos de aperto ou ganhar um dinheiro extra.

O comércio de itens usados vai além de roupas e acessórios. “As entidades financeiras como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e linhas dos fundos constitucionais já fazem financiamento de equipamentos usados”, conta Ponzini. “O que não serve para uma indústria, pode servir para outra. Basta que um engenheiro mecânico ateste que a vida útil do equipamento é superior ao período do financiamento”, explica.

O Sebrae disponibiliza informações em seu site para quem quer montar um brechó. Além de dicas, o portal fala sobre o mercado, melhores práticas e especialistas.

Confira abaixo alguns brechós online para você se inspirar nesse velho novo modelo de economia.

O portal Busca Brechó tem uma seleção de brechós online com avaliação de cada um;

O Brechó Market é um shopping virtual de brechós do Brasil;

Quase Novo;

Enjoei;

Peguei Bode;

Classificados;

Etiqueta Única.

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