Astrônomo e astrólogo revelam olhares distintos sobre o universo
Relação entre física e informação também é destacada em palestra do Festival de Verão
O universo e a relação entre homem e espaço foram temas tratados nas palestras que integraram a programação do Festival de Verão da UFMG.
O professor e astrônomo da UFMG, Domingos Sávio, falou sobre os estudos da cosmologia na palestra ‘Cosmologia moderna: aspectos controversos’. Com base no trabalho dos cientistas Albert Einstein e Edwin Hubble, ele discorreu sobre teses relacionadas à expansão universal, destacando que uma das divergências entre os pesquisadores do campo refere-se à idade do universo.
“Os especialistas do campo têm posições divergentes sobre a cosmologia, ciência que estuda a origem do universo, sua estrutura, composição e evolução. Se o universo está em expansão e tem uma idade, é preciso relacionar as teorias para se chegar a novos conhecimentos sobre esse assunto”, afirmou.
Qualidade da informação
Na palestra ‘Física e o universo da informação’, ministrada pelo professor Sebastião de Pádua, foi discutido o modo como a informação é definida e codificada em sistemas macroscópicos clássicos.
O professor destacou que a física está diretamente relacionada ao universo informativo. “Informação é algo que muda a vida de quem a recebe. Dessa forma, para entendermos como se dá a transmissão de conhecimento, é importante estudarmos a informação de forma matemática”, recomendou.
O astrólogo Carlos Fini discutiu sobre saberes em busca do entendimento da relação do homem com o universo e a vida. Na palestra ‘Antropocosmos’, Fini afirmou que há vários modelos teóricos para se entender a cosmologia, porém todas as teorias convergem no entendimento de que a existência humana e a vida na Terra emergem do universo.
“A vida surgiu por meio das estrelas, e o homem veio de uma mutação do universo. Para compreender o aparecimento da espécie humana, é necessário entender o surgimento do universo, pois nós somos a sua extensão”, disse.
Fini também destacou a importância do sistema do zodíaco como ferramenta para a sistematização dos ciclos que interferem na vida das pessoas. “Desde a antiguidade, os ciclos serviam como modo de organização social. As pessoas usavam os ciclos da lua e do sol para organizar a colheita e o sistema produtivo. Eles calculavam as posições dos astros para entender o comportamento do clima e das colheitas.”
Segundo o astrônomo, o desenvolvimento desses sistemas de observação mostrou que o céu é capaz de descrever o comportamento das pessoas e da sociedade. “A astrologia se baseia em mecanismos de repetição cósmica. Daí a necessidade de que a matemática, a física e a astrologia sejam estudadas conjuntamente”.
