Ararinhas-azuis serão devolvidas ao habitat natural no Dia Internacional da Vida Selvagem

A ação, no dia 3 de março, visa chamar a atenção para a necessidade de salvar animais únicos e que correm risco de extinção como essa espécie brasileira

Foto Leonardo Milano/Divulgação

As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais. O esforço para salvar a espécie contou com  uma parceria entre os governos brasileiro e alemão e, no dia 3 de março, 50 aves vindas da Alemanha desembarcarão no Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE) e seguirão para a cidade de Curaçá (BA), onde um centro de reprodução foi construído para que as aves sejam soltas na natureza.

A data, 3 de março, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie exclusiva da Caatinga brasileira, teve sua população dizimada pela ação humana.

O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000, quando então a espécie foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.

A espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul (com 90,6 mil hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie e conservação do bioma da caatinga.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *