Arábia Saudita quer construir uma cidade com área maior que a de Sergipe
Uma cidade maior que um Estado brasileiro. Esse projeto foi anunciado pelo príncipe saudita Mohammed bin Salman em outubro de 2017, e agora está tentando abrir licitações para que empresas possam construir palácios reais na nova cidade. Serão cinco: um para o rei, outro para o príncipe, e mais outros três dedicados a outros membros da coroa.
Segundo seus idealizadores, a cidade vai conseguir se manter utilizando apenas energia solar e eólica. Para abrigar os painéis e as turbinas de vento, a cidade terá uma área de 26.500 km², situada numa área completamente desértica, no norte do país, perto da fronteira com a Jordânia e da Península do Sinai, no Egito.
Para conseguir viabilizar o projeto, os sauditas querem explorar uma energia “suja” para bancar a fonte limpa. De acordo com o site Business Insider, parte do plano de arrecadação de dinheiro consiste em vender 5% das ações da petroleira Saudi Aramco, o que renderia pelo menos US$ 300 bilhões dos US$ 500 bilhões necessários para a construção da cidade.
Os comunicados oficiais ainda afirmam que a cidade será um território que não seguirá as regras do restante do país, com “uma legislação independente, desenhada por investidores visando a melhor experiência internacional”, focando especialmente em diretos trabalhistas, impostos e questões legais que dizem respeito à empreendedorismo. Entretanto, o mesmo documento fala que questões militares e de alfandega ainda serão responsabilidade da Arábia Saudita.
Se os planos seguirem como o previsto, as primeiras obras da cidade serão entregues em 2025.
