Apenas uma cortina separa homem com superbactéria de outros pacientes em hospital no DF

Familiares de pacientes do HRT (Hospital Regional de Taguatinga) denunciam que apenas uma cortina separa um homem infectado com a superbactéria KPC de outras pessoas internadas. O hospital confirma a internação do homem com KPC, mas nega que exista risco de contaminação.

O filho de um paciente, que prefere não se identificar, fez as imagens e enviou para TV Record Brasília. Ele teme que o pai, internado com problemas no coração, seja contaminado pela bactéria.

— Tem uma sala com dez ou 12 macas e ele está lá entre uma delas, como se tivesse com uma doença qualquer. Não existe isolamento.

O homem conta que as visitas ao paciente foram suspensas, mas que outros pacientes continuam recebendo familiares. A informação foi confirmada pelo HRT. A direção do hospital disse ainda que o homem infectado está em isolamento total e que não há risco de contaminação.

O infectologistaTarquino Sanchez diz que o isolamento do paciente com cortinas não está errado e que o perigoso é a falta de higienização das mãos dos visitantes e da equipe médica.

— São várias as medidas que, em sintonia, evitam a transmissão. Não se transmite porque não se tem um quarto privativo e sim, muitas das vezes, porque os funcionários não higienizam as mãos.

Em 2015, duas mulheres morreram vítimas de bactérias super-resistentes no Distrito Federal. As vítimas estavam internadas na enfermaria de cuidados semi-intensivos do HRT e tiveram contato com uma outra paciente infectada. A Secretaria de Saúde nega que a causa da morte delas seja a KPC e afirma que o motivo da morte foi a saúde debilitada por causa da idade avançada das mulheres.

A secretaria informou que desde junho deste ano desenvolveu um plano de enfrentamento à resistência bacteriana, como controle do uso de antibióticos e práticas de prevenção e higiene nas emergências, UTIs e enfermarias. Ainda de acordo com a pasta, a situação está totalmente sob controle e não há qualquer risco de surto.

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