ANA apresenta proposta para monitoramento de açudes no Semiárido

A Agência Nacional de Águas (ANA) apresentou para representantes de órgãos estaduais, do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sua proposta de trabalho para o projeto conjunto de monitoramento de eventos críticos de seca no Nordeste e norte de Minas Gerais, regiões que compõem o Semiárido. A reunião aconteceu na sede da ANA, em Brasília, na última quarta-feira, 8 de julho, durante todo o dia. O projeto visa a obter informações diárias do volume de água disponível nos principais açudes e, quando necessário, da vazão de entrada e saída dos açudes do Semiárido.

Com a iniciativa da ANA, prevista para entrar em operação em novembro deste ano, serão monitorados 522 pontos em parceria com os estados nordestinos (exceto o Ceará e o Maranhão), Minas Gerais, Dnocs e CPRM. A Agência Nacional de Águas prevê um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões para o trabalho, que contemplará importantes açudes, como o Epitácio Pessoa, responsável pelo abastecimento de Campina Grande (PB).

Para contratar empresas que façam a instalação das estações e a orientação dos observadores para transmissão dos dados via celular, a ANA realizará licitações divididas por área a partir de setembro:

  • Área I: Piauí e Rio Grande do Norte (113 estações);
  • Área II: Paraíba (142);
  • Área III: Pernambuco, Alagoas e Sergipe (126);
  • Área IV: Bahia e norte de Minas Gerais (141).

Para monitorarem as réguas haverá observadores locais que verão diariamente o nível dos açudes e enviarão os dados via SMS, tecnologia disponível em quase todo o País, para a ANA através de aplicativo específico ou por telefone – a partir de então os dados serão divulgados pela Agência na internet. No caso das estações para medição de vazão, os observadores deverão acompanhar duas vezes por dia a variação da água que entra e que sai dos açudes. Estas pessoas receberão mensalmente a partir de R$ 198 pelo trabalho e serão contratadas e remuneradas pelo CPRM.

Os estados deverão apoiar a instalação das estações pelas empresas contratadas pela Agência. Também cabe às instituições estaduais e ao Dnocs acompanhar o posicionamento das réguas, referenciais de nível e o referenciamento deles em relação ao nível do mar e ao ponto de sangria dos açudes. Os estados e o Dnocs também deverão enviar seus técnicos para o curso sobre acompanhamento da instalação das estações, marcado para outubro em dois açudes da Paraíba a serem definidos.

Para que a ANA possa realizar ou não o pagamento pelos serviços prestados pelas empresas, as instituições devem informar a Agência sobre a qualidade da instalação das estações. Nos pontos de monitoramento que não contam com sinal de celular, os estados e o Dnocs deverão instalar estações telemétricas, tecnologia que permite o envio dos dados automaticamente por satélite.

Outro trabalho previsto é a manutenção corretiva das réguas, estações telemétricas e referenciais de nível do projeto. A cada três meses, no mínimo, as instituições deverão realizar medições nas estações de entrada e saída dos açudes que contarem com os equipamentos.

Com o projeto, a ANA promoverá a instalação de réguas feitas com material reciclável, o que evitará o uso de aproximadamente 455 metros cúbicos de madeira.

Mais Informações

www.ana.gov.br

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)

Agência Nacional de Águas (ANA)

Fones: (61) 2109-5103/5129/5495/5110

E-mail: comunicacao@ana.gov.br

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