Acidentes com berços levam Inmetro a buscar novas regras de segurança

Acidentes com berços levaram o Inmetro buscar novas regras de segurança para os bebês e os pais dormirem tranquilos. No caso mais grave, uma criança morreu e mais 200 mil bercinhos passaram por um recall.

Eles precisam de um lugar confortável, tranquilo e seguro na hora de dormir. Mas como escolher o berço certo, sem nenhum risco para o bebê?

“Eu não fiz muita pesquisa não, fui mais na intuição. Eu acho que tem que olhar bem inclusive essa questão da madeira, da estrutura”, conta a socióloga Tatiana Sabbato.

Em fevereiro deste ano, um bebê de 6 meses morreu asfixiado entre o vão lateral do berço e o colchão em Minas Gerais. Por causa do acidente a fabricante – Burigotto – teve que fazer um recall do berço Nanna. A empresa divulgou, em junho, um comunicado para mais de 250 mil usuários do modelo recomendando a suspensão do uso até a instalação de um kit adicional enviado para os clientes.

O Inmetro concluiu que havia risco de asfixia e baixou uma portaria com normas mais rígidas de segurança. Muitos pais continuaram com medo de levar para casa o produto errado. Os berços foram responsáveis por mais de 70% das ligações feitas ao instituto no primeiro semestre deste ano.

Na segunda (31), o Inmetro lançou uma consulta pública para uma ampla revisão das normas de segurança.  Todos os 337 modelos diferentes de berços registrados no Inmetro deverão passar por ajustes de segurança.

Entre todas as mudanças da nova regulamentação, três são as mais importantes: a inclusão na certificação de berços pendulares, de berços de balanço e de modelos com menos de 90 centímetros de comprimento. Com isso, esses produtos precisariam seguir uma série de exigências para serem comercializados.

O Inmetro também quer que as grades dos berços convencionais sejam fixas, sem as laterais móveis. “No mapeamento que fazemos de banco de acidentes, elas se mostram com um considerável grau de risco. De tempos em tempos você analisa e reavalia sua regulamentação com vistas a aperfeiçoá-la”, diz o chefe da Divisão de Fiscalização, Leonardo Rocha.

Joana Loes tem dois berços em casa para a pequena Lia, de 1 ano e 4 meses. Ela tomou muitos cuidados antes de escolher os produtos. “Na verdade, eu recorri ao meu pediatra, que me deu todas as orientações inclusive de como botá-la para dormir, não deixar nenhum bichinho de pelúcia, cobertor. Ela não dorme com cobertor até hoje, então quando está muito frio tenho que botar ela toda coberta porque ela já acostumou a dormir com nada em cima, bichinho, travesseiro”, conta a microempresária.

A empresa Burigotto informou que respeita as normas de segurança e que desenvolveu uma solução para o berço Nanna, que atende as novas exigências. A fabricante disse que está enviando o kit para a casa dos consumidores.

O Inmetro calcula que a nova regulamentação deve ser publicada até o fim do ano.

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