Agricultura precisa ter mais eficiência hídrica, aponta Conselho da Água
A atividade agrícola tem de se tornar mais eficiente no uso da água, evitando ao máximo os desperdícios, afirmou o presidente do Conselho Mundial da Água (WWC – Water World Council, em inglês), Benedito Braga, nesta quinta-feira (22/3), na apresentação do balanço dos resultados do 8º Fórum Mundial da Água. Braga defendeu que a irrigação deve ser utilizada somente quando extremante necessária e, para isso, é preciso ampliar o uso de mecanismos de previsão de tempo e de chuvas. “Ou seja, tecnologia de previsão de tempo entrando na operação dos sistemas de irrigação. O uso de gotejamento, de técnicas mais eficazes para determinadas culturas”, comentou o presidente do WWC, ao resposta a questionamento da Revista Globo Rural.
Braga disse que é preciso reconhecer a agricultura é um usuário importantíssimo (na produção de alimentos). Ainda assim, ressaltou que “70% do uso da água no mundo é feito pela agricultura”. “O que se discutiu aqui foi a necessidade de se trabalhar da forma mais eficiente possível”, comentou. Foram respostas técnicas, embora pouco “simpáticas” à agropecuária.
Mas logo após os comentários de Braga sobre o papel da agropecuária na questão hídrica, foi a vez do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), apresentar uma opinião bastante mais positiva sobre a importância do setor rural nesse setor. “Hoje, a agricultura, além de ter um papel muito importante de usar a água de forma racional, tem outro papel muito importante. Em Brasília, por exemplo, a preservação da área rural é fundamental para manter a qualidade de vida no meio urbano. O meio rural pode viver sem a cidade, mas a cidade não pode viver sem o meio rural. E a nova agricultura não apenas consome água, mas tem condições de produzir água”, destacou o governador.
Rollemberg ressaltou que no Distrito Federal os projetos de reflorestamento, de recuperação de bacias, de recuperação de nascentes, com o pagamento dos serviços ambientais, fazem que muitos córregos antes ameaçados estejam ressurgindo e produzindo água. “Novas tecnologias, como sistemas ag
