Saara: a solitária vida dos nômades, os homens livres do deserto

O maior deserto quente do mundo – o Saara – possui quase dez milhões de quilômetros quadrados distribuídos entre 11 países. Na região do Saara vivem atualmente quase três milhões de pessoas – a maioria nômades.

O Globo Repórter entra no Saara pelo lado marroquino. A viagem começa na cidade de Erfoud, uma das principais portas de entrada. A região é a parte rochosa do deserto. E um detalhe: as dunas de lá são as maiores de todo o deserto. É uma paisagem diferente cortada por vilarejos que parecem perdidos no tempo.

À medida em que a equipe entra mais no deserto, vai encontrando as pessoas que vivem ali. Como os rapazes nômades, que contam que estão temporariamente na região. Um deles explica que durante o inverno eles preferem ficar quietinhos no alto da montanha, mas que naquele momento estavam atravessando a região com animais, procurando o que comer. Dizem ainda que andam em média dez quilômetros por dia, e que pra eles ser nômade significa ser livre, ter liberdade.

Mais alguns quilômetros a equipe do Globo Repórter encontra uma tenda nômade, onde mora Ahmed. Ele conta que percorre todo o deserto, mas parou ali há mais ou menos dois meses para se abrigar do frio.

No deserto vivem basicamente beduínos e tuaregues. Os beduínos são nômades que vieram para o local há quase 1.500 anos. Os tuaregues são semi-nômades que se definem como homens livres. Vivem da agricultura e, no passado, eram também comerciantes que controlavam as caravanas do deserto.

Viver por ali não é fácil. O vento é forte e a temperatura varia muito. Durante o dia pode passar dos
50 graus. À noite, pode cair abaixo de zero. O Saara é um deserto em expansão. Nos últimos anos, ele cresceu mais de 700 mil quilômetros quadrados – uma área maior do que o estado de Minas Gerais.

Muita gente acha que no deserto só tem camelo, mas o animal símbolo do deserto é o dromedário. A diferença está na corcova. O dromedário tem uma corcova só, o camelo duas. O animal é o melhor meio de transporte na região e é perfeito pro deserto porque ele não precisa de muita água. Ele retém durante muito tempo a água que bebe. No inverno, por exemplo, o dromedário pode ficar até 15 dias sem beber água.

É preciso observar com atenção o deserto do Saara. Seus espaços, suas cores, sua luz. Porque ali tudo acontece rápido, de repente. A visão do deserto é grandiosa, espetacular!

Glória Maria e o nômade Ahmed, que vive no deserto do Saara (Foto: TV Globo)
Fonte: Globo Repórter

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