Alimentação e Sustentabilidade #66: O papel da alimentação para um envelhecimento saudável
Marhya Júlia Silva Leite explica a relação entre alimentação e expectativa de vida e como ela foi calculada no estudo do qual é autora
Pesquisa publicada em 2025 analisou o que os brasileiros comem e revelou como esses alimentos podem ter consequências positivas ou negativas para a nossa saúde e para o envelhecimento das pessoas, além de tratar do impacto desses alimentos sobre o meio ambiente. Marhya Júlia Silva Leite, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP e autora do estudo, explica a relação entre alimentação e expectativa de vida e como ela foi calculada no estudo.
“Esse cálculo foi feito a partir da adaptação do Índice Nutricional de Saúde para o Brasil. Esse índice estima quantos minutos de vida saudável são ganhos ou perdidos com o consumo frequente de porções de alimentos, combinando o que já está bem consolidado na ciência sobre a associação entre a alimentação, seus benefícios e fatores de risco para doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Para isso, utilizamos as estimativas de risco do estudo de Carga Global de Doenças, o maior e mais abrangente esforço para quantificar a perda de saúde em diferentes locais e ao longo do tempo, desenvolvido pela Universidade de Washington em 2019.”
“Nós ajustamos essas estimativas ao perfil de saúde e doença da população brasileira, aplicando os valores do estudo da Carga Global aos dados de consumo alimentar da Pesquisa de Orçamentos Familiares mais recente, de 2017–2018. Cada alimento recebeu uma pontuação que traduz seu impacto positivo ou negativo na saúde, para que pudéssemos fazer comparações entre eles e chegar na questão da expectativa de vida”, explica a pesquisadora.
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