Volta às aulas: saiba o que é a escolite ou “síndrome da creche”

Volta às aulas: saiba o que é a escolite ou “síndrome da creche”

Você já ouviu falar de escolite? Pediatra fala das recorrentes doenças acometidas em crianças que iniciam a vida escolar

início da vida escolar é uma etapa importante no desenvolvimento das crianças. No entanto, basta a primeira semana de aula, que começam os sintomas daquelas doenças que quase todo mundo contrai na infância e que deixam muitas mães preocupadas.

Então, saiba que esse acontecimento é comum e tem nome, viu? É a escolite. O termo, também conhecido como “Síndrome da Creche”, é usado para as constantes doenças que acometem as crianças que estão indo pela primeira vez à escola e é resultado do convívio com os próprios coleguinhas, como explica a pediatra Patrícia Terrível.

“O que acontece é que as crianças começam a ter uma vida social mais ativa, encontros com outras crianças, que são de outras famílias, que estiveram em outros lugares, e que podem estar sujeitas a transmitir bactérias e vírus”.

Crianças brincando na creche
O contato com outras crianças estimula a imunidade – Shutterstock
Por isso, é normal que crianças que ainda estão passando pelo processo de desenvolvimento do sistema imunológico fiquem doentes nesse período. Esse processo, segundo a especialista, auxilia o organismo a criar imunidade contra doenças.

Nos bebês, esse cuidado acontece por meio do leite materno. Por isso, a pediatra faz um alerta em relação à alimentação deles. “Para os bebês, a amamentação prolongada é uma fonte de fortalecer o sistema imunológico, pelo menos até os dois anos de vida. Mas, a partir do momento de introdução alimentar, vale se atentar e oferecer alimentos ricos em proteínas e vitaminas, aposte em legumes, verduras, proteínas e carboidratos”.

Por fim, vale ressaltar que a escolite varia de criança para criança, pois cada indivíduo é único e tem suas particularidades. Portanto, não adianta buscar um culpado ou evitar o contato da criança com o mundo exterior. O ideal é permitir uma infância livre, com brincadeiras também fora de casa, mantendo um acompanhamento médico para identificar as particularidades e avaliar o desenvolvimento conforme a idade.

Fonte: Dra. Patrícia Terrível, médica pediatra e membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.