Parque Estadual da Pedra da Boca representa o turismo de natureza na Paraíba
A unidade será a primeira da Paraíba a contar com um Plano de Uso Público (PUP), instrumento que vai ordenar a visitação, disciplinar o uso das trilhas e organizar atividades educativas, recreativas e esportivas de forma planejada e sustentável.
O Parque Estadual da Pedra da Boca, localizado no município de Araruna, no Curimataú paraibano, celebra neste sábado (7), 26 anos de criação, com um marco importante para a conservação ambiental e o fortalecimento do turismo de natureza no estado.
A unidade será a primeira da Paraíba a contar com um Plano de Uso Público (PUP), instrumento que vai ordenar a visitação, disciplinar o uso das trilhas e organizar atividades educativas, recreativas e esportivas de forma planejada e sustentável.
Elaborado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o plano está em fase final de edição e deve ser publicado ainda no primeiro semestre. A princípio, o documento estabelece diretrizes para a gestão da área protegida, define regras de utilização dos espaços naturais e amplia a segurança dos visitantes, ao mesmo tempo em que reforça a preservação ambiental.
A princípio, segundo a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, o PUP representa um avanço na política ambiental do estado ao permitir o equilíbrio entre conservação e desenvolvimento do turismo. A proposta também amplia o potencial educativo do parque e estimula o uso consciente dos recursos naturais.

Porta de entrada do turismo entre PB e RN

Além de sua relevância ambiental, o Parque Estadual da Pedra da Boca tem posição estratégica no mapa turístico do Nordeste. A unidade fica na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, funcionando como uma das principais portas de entrada do turismo de natureza na região, especialmente para visitantes que circulam entre os dois estados.
A proximidade com cidades potiguares facilita o fluxo de turistas e transforma o parque em ponto de conexão entre roteiros de ecoturismo, aventura e turismo religioso, além de integrar circuitos que incluem serras, formações rochosas e áreas de Caatinga preservada.
Como chegar ao Parque da Pedra da Boca
O acesso ao parque é considerado relativamente simples para quem parte das duas principais capitais mais próximas:
Saindo de João Pessoa (PB)
- Distância aproximada: 165 km
- Rota principal: BR-230 até Campina Grande e, em seguida, BR-104 em direção a Araruna.
- Tempo médio de viagem: 2h30 a 3h, dependendo das condições da via.
Saindo de Natal (RN)
- Distância aproximada: 120 km
- Rota principal: BR-101 até a região Agreste do RN, seguindo por rodovias estaduais em direção à divisa com a Paraíba e ao município de Araruna.
- Tempo médio de viagem: cerca de 2 horas.
A localização privilegiada, próxima a centros urbanos e rodovias federais, contribui para o aumento do fluxo turístico e para a consolidação do parque como destino interestadual.
Trilhas e atividades ao ar livre
Ao longo de mais de duas décadas, o Parque da Pedra da Boca se consolidou como um dos maiores símbolos do ecoturismo paraibano. Além disso, suas formações rochosas imponentes, paisagens singulares e biodiversidade típica da Caatinga atraem visitantes, pesquisadores e praticantes de esportes de aventura.
Entre as trilhas mais conhecidas estão:
- Trilha da Pedra da Boca
- Trilha do Cume
- Trilha da Integração
- Trilha da Mata do Gemedouro
- Trilha das Grutas
O parque também integra um trecho do Caminho das Ararunas, rota de longo curso que fortalece o turismo de base comunitária na região.
Com diferentes níveis de dificuldade, os percursos atendem desde iniciantes até praticantes mais experientes. A orientação dos gestores é que visitantes planejem o trajeto, utilizem equipamentos adequados, levem água e protetor solar e informem o roteiro a familiares ou amigos antes da caminhada.
Escalada, biodiversidade e turismo sustentável
Reconhecido nacionalmente pela prática de escalada em rocha, o parque abriga vias que ultrapassam 100 metros de altura, como a tradicional Via Sacra. Afinal, além de áreas propícias para fotografia de natureza, observação de fauna e até astroturismo, favorecido pelo baixo índice de poluição luminosa.
Portanto, com a implantação do Plano de Uso Público, a expectativa é que o Parque Estadual da Pedra da Boca amplie sua estrutura de recepção, fortaleça ações educativas e consolide ainda mais sua posição como destino estratégico de turismo sustentável no Nordeste. O destino une preservação ambiental, desenvolvimento regional e integração entre Paraíba e Rio Grande do Norte.
