Japão cria plástico vivo que no mar se transforma em alimento para peixes
O mundo tenta reduzir o plástico no ambiente, mas também busca alternativas que funcionem na prática.
Na Universidade de Tóquio, pesquisadores apresentaram o VPR, um material que combina resistência mecânica com capacidade de reparo por aquecimento.
O VPR foi descrito como um vitrímero de resina epóxi aprimorado com polirrotaxano, o que ajudaria a evitar a fragilidade comum desse tipo de plástico.
A tecnologia permite reorganizar ligações internas com calor, o que pode recuperar danos superficiais e ajudar o material a voltar ao formato original, mesmo após deformações.
No aspecto ambiental, os testes divulgados indicam biodegradação parcial no mar.
Após 30 dias em água do mar, o material mostrou cerca de 25% de biodegradação, com o polirrotaxano se decompondo em uma fonte de alimento para organismos marinhos.
É um avanço que chama atenção por unir desempenho e descarte mais responsável na mesma proposta. E isso pode mudar a forma como a indústria pensa durabilidade, manutenção e fim de vida útil.
