Idosos devem comer com menos frequência, diz especialista: entenda o motivo
Toña Lizarraga, que já trabalhou no Barcelona e é atualmente assessora da federação espanhola de futebol, propõe equilíbrio na alimentação
A longevidade é frequentemente associada a uma dieta saudável e uma prática constante de exercícios físicos. Toña Lizarraga, médica especialista em nutrição, no entanto, propõe uma terceira “fronteira”: o gerenciamento de energia.
Cada vez mais há um consenso de que, para viver mais, não basta uma alimentação perfeita e praticar exercícios físicos: estudos apontam que pessoas mais felizes, por exemplo, têm menos riscos de morte prematuras.
Lizarraga, que já foi consultora de nutrição do Barcelona, da Espanha, e é atualmente assessora médica da federação espanhola, afirma que “aos 60 anos, não se deve comer com tanta frequência, pois o fígado precisa de algumas horas de descanso”.
Para ela, a nutrição não deve se resumir somente ao consumo — ou o deixar de consumir — calorias: “Além do que comemos, fatores como descanso, estresse e temperatura corporal também aceleram o metabolismo”.
Segundo ela, é preciso comer menos após os 60 anos por conta do fígado, que, diz, “pede algumas horas de descanso”: “Esse repouso metabólico permite que o corpo aprenda a utilizar a gordura corporal armazenada”.
Isso vem do fato de que, enquanto em algumas fases da nossa vida consumimos nossa energia mais rapidamente, em outras podemos tentar retardar esse esgotamento. Essa abordagem visa a melhorar a flexibilidade metabólica, ou seja, a capacidade do corpo de utilizar diferentes fontes de energia.
O exercício pode ser muito importante, mas as outras 23 horas do seu dia são igualmente relevantes. Sobre isso, Lizarraga propõe o conceito de “hormese”: pequenos estímulos ao longo do dia que desafiam o corpo, mas alerta: “Exercício em excesso é prejudicial, mas o mesmo acontece com a falta de exercício ou com o excesso de comida; é preciso encontrar o equilíbrio”.
