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Filtro usa luz para purificar o ar e turbinar máscaras faciais

Filtro usa luz para purificar o ar e turbinar máscaras faciais

Cientistas chineses construíram um purificador de ar que dispensa a eletricidade, sendo carregado pela luz solar ou por lâmpadas LED – apenas a luz de ambientes internos é suficiente.

É uma alternativa barata e de baixa manutenção aos sistemas de filtragem comerciais, que devem proteger os usuários de poluentes e doenças transmitidas pelo ar – em vez dos elevados campos elétricos usados nos equipamentos comerciais, esta tecnologia usa a luz.

“O sistema carregado por luz oferece uma abordagem sustentável e personalizável para a captura de partículas, superando eficazmente os desafios da baixa estabilidade de filtração e do entupimento comumente observados nos filtros convencionais,” disse o professor Jihong Yu, da Universidade de Jilin, na China.

O protótipo de filtro de ar manteve 99% de sua eficiência máxima de filtragem após um mês de uso e 95% nos dois meses seguintes.

A ideia é que filtros de baixo custo possam até mesmo eliminar a necessidade de máscaras individuais durante pandemias, mas a tecnologia é compacta o suficiente para ser incorporada nas próprias máscaras.

Filtro usa luz para purificar o ar e turbinar máscaras faciais

A tecnologia poderá ser aplicada em dispositivos descartáveis.
[Imagem: Qifei Wang et al. – 10.1016/j.chempr.2026.103261]

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Cargas eletrostáticas geradas por luz

A maioria dos filtros de ar comerciais usa um campo elétrico de alta tensão chamado “descarga de corona” para conferir cargas eletrostáticas às partículas suspensas no ar. São essas cargas eletrostáticas que são então usadas para atrair as partículas, permitindo capturá-las e purificar o ambiente. Embora existam algumas alternativas que não necessitam de serem ligadas à tomada, como os filtros triboelétricos que capturam poeira fina, pólen e bactérias, estes também apresentam limitações, como a necessidade de materiais sintéticos e o fato de sua carga se degradar com o tempo.

Para superar esses problemas, Yu e seus colegas adotaram uma abordagem diferente para a filtragem do ar, desenvolvendo um sistema fotossensibilizado muito simples: Uma membrana de polipropileno com uma camada que reage à luz e ao calor, gerando assim continuamente as cargas eletrostáticas necessárias.

Quando o filtro fica saturado, cheio de partículas capturadas do ar, ele pode ser lavado com água. Até mesmo fontes de luz de baixa energia, como LEDs de ambientes internos ou a luz solar em dias nublados, conseguem gerar carga eletrostática suficiente para carregar adequadamente o filtro, atingindo a eficiência de filtragem de um filtro N95 ou N99. Esse processo simples permite que o filtro seja reutilizado por centenas de ciclos de filtragem praticamente sem necessidade de manutenção, afirmam os pesquisadores.

E nem precisa ser um aparelho grande: A equipe já está aplicando a tecnologia a máscaras faciais e cortinas. O esforço agora se volta para a produção em massa dos filtros de baixo custo.

Bibliografia:

Artigo: Sustainable air purification via light-charged filters
Autores: Qifei Wang, Yuheng Sheng, Jiani Wang, Siming Wu, Yuchen Qiu, Xiao Li, Yang Wang, Jihong Yu
Revista: Chem
DOI: 10.1016/j.chempr.2026.103261