Evitando a ansiedade e a depressão
Por solicitação de alguns amigos / leitores, retorno ao tema relacionado à saúde mental, mais especificamente aos transtornos, depressão e ansiedade, haja vista que, em se tratando do lado emocional, estes são os principais males que acometem a sociedade contemporânea. A ansiedade é uma emoção normal do ser humano. Pode-se dizer que esta é uma resposta emocional a uma ameaça futura, que pode ser prevista ou mesmo imprevisível, tendo como base geralmente a incerteza e o medo de possíveis eventos ou acontecimentos futuros. Contudo, mesmo sendo uma reação normal do organismo humano, o excesso destes episódios de ansiedade, e ou o tempo prolongado deles, poderá se tornar uma doença (distúrbio de ansiedade).
Os sintomas psicológicos mais comuns da ansiedade são: constante tensão, sensação de que algo ruim vai acontecer, dificuldade de concentração, medo constante e desproporcional, com preocupações exageradas, alterações do sono, irritabilidade constante, agitação de braços e pernas etc. Já os sintomas físicos mais comuns são: dor ou aperto no peito e taquicardia, respiração ofegante (sensação de falta de ar), sudorese exagerada, tremores nas mãos, sensação de fraqueza ou cansaço, boca seca, mãos e pés frios ou suados, náuseas, dor abdominal com ou sem diarreia, tremores nas pálpebras etc. Os ataques de pânico, por vezes também se fazem presentes nos transtornos de ansiedade.
As características principais destes são: nervosismo e pânico incontroláveis, sensação de que vai morrer, aumento da respiração e taquicardia, tonturas, vertigens, problemas gastrointestinais etc. A ansiedade crônica comumente é o primeiro passo na direção da depressão. Daí a importância dos cuidados preventivos visando evitar ambos os males. E, assim sendo, descrevo aqui algumas dicas simples, de hábitos saudáveis, que poderão ajudar a prevenir ou minimizar os distúrbios de ansiedade evitando assim o possível advento da depressão: 1. Gerencie bem o seu tempo – não coloque compromisso muito próximo um do outro; 2. Finalize tarefas – quando não for possível, fatie a tarefa em várias metas; 3. Nutra bons relacionamentos (família, amigos etc.); 4. Peça ajuda e ofereça ajuda (execute atos de solidariedade); 5. Tente viver o presente, a realidade – não deixe que o passado prejudique o presente, nem que o futuro incerto venha lhe perturbar; 6. Valorize as pequenas conquistas do dia a dia; 7. Exercite a gratidão e evite “resmungos”.
Ainda como estratégias úteis para evitar os transtornos em comento, acrescento conselhos comumente citados pelos especialistas: a) Por mais assustador que possa parecer a situação, enfrentar o medo lhe proporciona uma sensação de alívio. Pense em si mesmo como uma árvore robusta que está sofrendo uma tempestade. Você se abre ou se curva, mas não vai se quebrar; b) Pratique exercícios físicos. Esta é uma ótima maneira de combater o estresse, a ansiedade e a depressão, além de melhora a autoestima, a qualidade do sono e a concentração; c) Se a ansiedade chegar inspire pelo nariz, prenda a respiração por alguns segundos, e expire pela boca, lentamente, de preferência de olhos fechados para melhorar a concentração na própria respiração; d) Evite os pensamentos ruins, fuja deles insistentemente. Procure assistir, ouvir ou ler boas notícias, músicas etc.
Também evite e ou saia de grupos de whatsApp paranóicos e pessimistas; e) Converse todos os dias com as pessoas que você ama, mesmo que seja à distância, pelas redes sociais; f) Faça atividades que você gosta e te dão prazer (desenhar, ouvir música, meditar, dançar, praticar esportes etc.); g) Ocupe seu tempo livre. Não fique de pijama o dia todo. Levante, tome um banho e coloque a sua roupa preferida, pois a roupa que você usa e o ambiente influenciam suas vontades e, consequentemente, o seu humor ao longo do dia; h) Aprenda uma nova habilidade (curso, arte marcial, um novo idioma, tocar um instrumento musical etc.); i) Saiba diferenciar o que você pode controlar e aquilo que não pode.
Gaste sua energia naquilo que você pode controlar. O que não tem solução já está resolvido. Por fim, acrescento que se pararmos e meditarmos com paciência, chegaremos à conclusão que a maioria dos problemas que acreditamos ter são na verdade imaginários. Eles estão apenas na nossa imaginação, na nossa mente, mas não existem, são irreais. Portanto, vamos começar a pensar sobre este fato, e desta forma estaremos nos prevenindo da ansiedade e depressão e consequentemente melhorando significativamente a nossa saúde mental emocional.
