Criação de abelha sem ferrão no Brasil é fortalecida

Criação de abelha sem ferrão no Brasil é fortalecida

Conteúdo foi elaborado pela Embrapa, Senar e A.B.E.L.H.A e poderá ser utilizado nos trabalhos de campo

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara dos Deputados, aprovou um projeto que regulariza a meliponicultura, atividade voltada a criação de abelhas sem ferrão. A proposta aborda a criação, manejo e uso sustentáveis de colônias, bem como o transporte, o comércio de produtos e a prestação de serviços envolvendo essa atividade.

O intuito é facilitar a comercialização do mel de abelhas melíponas e garantir a preservação da espécie.

Um acordo de de cooperação técnica para elaboração e distribuição de conteúdo nas áreas de apicultura e meliponicultura, foi assinado em junho de 2022 pela Embrapa Meio Ambiente, o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e a A.B.E.L.H.A (Associação Brasileira de Estudos das Abelhas).

O conteúdo elaborado pela parceria também poderá ser utilizado nos trabalhos de campo realizados pelos extensionistas da entidade. A formação profissional vai favorecer a cadeia de produção do setor das abelhas, inserindo o conhecimento gerado pela Ciência no sistema produtivo e estimulando o mercado consumidor. A conscientização da adoção de boas práticas pelos apicultores e pelos agricultores contribuirá também para o fortalecimento das ações de conservação e uso dos polinizadores, tanto para a produção agrícola quanto para a conservação da biodiversidade.

Rede de tráfico

pesquisador Antônio Carvalho, do Inma (Instituto Nacional da Mata Atlântica), descobriu uma rede nacional de tráfico de abelhas sem ferrão, pela internet.

Os principais grupos visados pelos vendedores nos 308 anúncios observados por Carvalho, foram jataí (Tetragonisca angustula), diversas espécies de uruçu (Melipona spp.), mandaguari (Scaptotrigona spp.) e  abelhas-mirins (Plebeia spp.). Entre as mais cobiçadas estão a uruçu-capixaba (Melipona capixaba) e a uruçu-nordestina (Melipona scutellaris), abelhas em perigo de extinção.

O pesquisador encontrou na internet vendedores de 85 cidades brasileiras. A maioria está localizada em áreas da Mata Atlântica, que comercializam colônias de abelhas a preços que vão de R$ 70 a R$ 5 mil. Dos 308 anúncios de vendas ilegais entre dezembro de 2019 e agosto de 2021, somavam R$ 123,6 mil. As vendas são feitas em espaços de fácil acesso. A maior parte, 79,53%, por exemplo, está no Mercado Livre.

Com informações da Embrapa e Agência Câmara de Notícias