Complexo Assú Sol se torna maior projeto solar da Engie no mundo; saiba onde
Empreendimento no Rio Grande do Norte recebeu investimento de R$ 3,3 bilhões e tem capacidade para abastecer cerca de 850 mil habitantes
O Complexo Fotovoltaico Assú Sol, localizado no município de Assú, no Rio Grande do Norte, tornou-se o maior projeto solar em operação da ENGIE em todo o mundo.
O empreendimento atingiu 100% de operação comercial no dia 13 de fevereiro, após cerca de 30 meses de obras e um investimento total de R$ 3,3 bilhões.
Projeto reforça liderança do Nordeste em energia renovável
A princípio, com 895 megawatts-pico (MWp) de capacidade instalada, o complexo tem potencial para abastecer aproximadamente 850 mil habitantes. Dessa forma, reforça o protagonismo do Nordeste na expansão da geração de energia renovável no Brasil.
Entre os maiores complexos solares do Brasil
Assim, com 895 MWp de capacidade instalada, o Assú Sol está entre os três maiores complexos solares em operação no Brasil.
Ranking dos maiores complexos solares do país
| Complexo solar | Empresa | Estado | Capacidade |
|---|---|---|---|
| Complexo Solar Janaúba | Elera Renováveis | Minas Gerais | 1.617 MWp |
| Complexo Solar São Gonçalo | Enel Green Power | Piauí | 864 MWp |
| Assú Sol | ENGIE | Rio Grande do Norte | 895 MWp |
Dentro do portfólio da própria Engie, o projeto também supera o antigo maior ativo solar da companhia, o Lar do Sol, que possui 495 MWp de capacidade.
Estrutura e tecnologia do empreendimento
O complexo ocupa 2.344 hectares de área arrendada e reúne uma grande infraestrutura tecnológica voltada à geração de energia fotovoltaica.
Estrutura do complexo Assú Sol
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Usinas solares | 16 |
| Unidades geradoras | 2.260 |
| Módulos fotovoltaicos | mais de 1,5 milhão |
| Cabos instalados | 12 mil km |
| Vias internas | 53 km |
A energia gerada possui 229,6 MW médios de capacidade comercial, sendo destinada integralmente ao Mercado Livre de Energia. A conexão ao sistema elétrico ocorre pela Subestação Açu III de 500 kV.
Durante a construção, foram utilizadas tecnologias inéditas em projetos solares no Brasil, incluindo:
- mapeamento aéreo com drones
- modelagem digital em 3D para nivelamento do terreno
- cravadoras automáticas de estacas
Essas ferramentas permitiram maior precisão na implantação das estruturas e redução do tempo de execução das obras.
Impacto econômico e social no Rio Grande do Norte
A implantação do Assú Sol também teve forte impacto na economia local. Durante o período de construção, o empreendimento gerou mais de 4.500 empregos diretos.
Além disso, a ENGIE destinou R$ 50 milhões para iniciativas socioambientais, sendo R$ 8,9 milhões aplicados diretamente no município de Assú.
- construção de escola e unidade básica de saúde
- implantação de cozinha comunitária
- construção de quadra poliesportiva
- apoio ao Plano de Ação Quilombola da comunidade Bela Vista Piató
- incentivo à agricultura familiar
- projetos de captação e armazenamento de água
Presença global da Engie

A ENGIE é uma das maiores empresas de energia do mundo e atua em diversos mercados com foco em energia renovável, infraestrutura e soluções energéticas.
Principais países onde a Engie opera
- Brasil
- França
- Bélgica
- Espanha
- Portugal
- Estados Unidos
- Chile
- Peru
- México
- Austrália
- Índia
- Singapura
- Reino Unido
- Itália
- Alemanha
- Marrocos
- Emirados Árabes Unidos
No Brasil, a empresa encerrou 2024 com faturamento de cerca de R$ 12,3 bilhões e uma capacidade instalada próxima de 13 gigawatts, majoritariamente proveniente de fontes renováveis como solar, eólica e hidrelétrica.
Nordeste ganha destaque na transição energética
Em suma, a entrada em operação do Assú Sol reforça o papel estratégico do Nordeste no setor de energia limpa no país. Afinal, a região possui altos índices de irradiação solar, fator que atrai investimentos bilionários em projetos fotovoltaicos.
Portanto, estados como Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e Ceará concentram parte significativa das usinas solares e eólicas instaladas no Brasil. Desse modo, consolida o Nordeste como um dos principais polos da transição energética nacional.
