Carnaval seguro exige imunidade coletiva de 80%, segundo pesquisadores

Carnaval seguro exige imunidade coletiva de 80%, segundo pesquisadores

Com a situação da pandemia passando por mudanças, por conta da vacinação em massa no Brasil, a esperança do carnaval de 2022 vem à tona. Tendo isso em mente, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) enviaram uma proposta ao presidente da Comissão Especial de Carnaval da Câmara de Vereadores do Rio, Tarcísio Motta, para a realização de um carnaval seguro em 2022.

“Como o carnaval é um evento que recebe muitos turistas na cidade, é preciso que a gente fique com 80% da vacinação também no estado e no país”, afirma Tarcísio Motta. A vacinação, nesse caso, quer dizer duas doses do imunizante, ou  dose única, no caso da Janssen.

Os pesquisadores reforçam que é preciso estabelecer o mesmo percentual para a cidade, o estado e o país, porque o Rio de Janeiro é o centro do carnaval no Brasil e recebe muita gente de outras localidades. Para eles, o ideal é atingir a imunidade coletiva de 80%.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram um cálculo com a taxa de contaminação e a taxa de transmissão: uma pessoa pode passar a covid-19 para outras cinco e até nove. A estimativa é que, com o avanço da vacinação, seja possível alcançar esses 80% até o carnaval.

(Imagem: DisobeyArtPhotography/envato)

Proposta dos pesquisadores

A proposta submetida ao comitê de especialistas do Rio envolve uma média móvel semanal menor que 110 casos (o que significa 1,63 caso por 100 mil habitantes) com o menor tempo e a menor quantidade de pessoas para garantir o acesso às enfermarias e às unidades de UTI.

Os pesquisadores também apontam que a taxa de contágio da cidade deve estar abaixo de 1 e, preferencialmente, em torno de 0,5, número que deve ser sustentado por um período mínimo de sete dias. Sob o ponto de vista dos envolvidos, esses indicadores não são difíceis de atingir.

Nas palavras de Motta, é provável que isso aconteça, considerando a constante melhora nos indicadores. O presidente da Comissão Especial de Carnaval da Câmara de Vereadores do Rio tem esperanças de um carnaval alegre e seguro. A cobertura vacinal na cidade do Rio está em quase 60% atualmente, e a estimativa é que em novembro, atingirá 65%, e que, em dezembro, chegue a 80%.

O relatório em prol de um carnaval seguro ainda indica medidas como exigência do passaporte vacinal em espaços fechados, como no Sambódromo, clubes, bares e casas de festas, além de controle de fronteiras aéreas e terrestres, principalmente com a exigência da vacina.