10 benefícios da amamentação para a mãe e para o bebê, segundo a OMS
O tema da amamentação foi objeto de polêmica essa semana. Autoridades americanas tentaram modificar uma resolução da ONU de apoio à amamentação, informou reportagem do “The New York Times” no domingo (8). Segundo o jornal, os Estados Unidos tentaram tirar um trecho que exorta governos a “proteger, promover e apoiar a amamentação”.
Outra tentativa de boicote americano, diz o jornal, foi a restrição à promoção de produtos alimentícios que muitos especialistas dizem ter efeitos negativos em bebês. A tentativa de boicote americano aconteceu, segundo o NYT, durante Assembleia da Organização Mundial da Saúde, braço da ONU sobre o tema, em Genebra (Suíça), no começo do mês.
A ONU diz que sua recomendação tem por base décadas de estudo sobre os benefícios da amamentação: a entidade espera que todos os seus países membros aumentem em 50% até 2025 a taxa de de bebês que recebem o leite materno como alimentação exclusiva até os seis meses de vida.
A instituição diz ainda que anticorpos encontrados no leite materno, que ajudam na prevenção de diversas doenças, não podem ser encontrados em fórmulas para crianças. Segundo a OMS, a amamentação com o leite materno deve ser exclusiva até o 6º mês e continuar até os dois anos de idade.
Nesta segunda-feira (9), a administração de Donald Trump criticou a reportagem do NYT e disse que os Estados Unidos não é contra a amamentação, mas defende o acesso à fórmula.
“O fracasso de história do NY Times Fake News de hoje sobre aleitamento materno precisa ser chamada a atenção. Os EUA apoiam fortemente a amamentação, mas não acreditamos que o acesso à fórmula deve ser negado às mulheres. Muitas precisam dessa opção por causa da desnutrição e da pobreza”, tuitou Trump.
O tuíte de Donald Trump fomenta polêmica sobre a recomendação de alimentação exclusiva de bebês com leite materno até o 6º mês de gestação. A indicação da OMS, com base em estudos científicos, é de que o leite materno até essa idade é um alimento completo em todas as circunstâncias: seja a mãe de países pobres ou não.
A OMS diz ainda que os anticorpos encontrados no leite materno — e que protege o bebê de diversas doenças — não pode ser encontrado em fórmulas.
Em 2013, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou estudo de revisão (quando outras pesquisas sobre o tema são analisadas) , que se somou a outros achados já publicados sobre a amamentação.
A publicação adicionou outros benefícios da amamentação: pontuação maior em testes de inteligência e proteção contra a diabetes tipo 2 estão entre os benefícios encontrados.
Confira alguns dos benefícios:
Para o bebê
- O leite materno contém todos os nutrientes e anticorpos essenciais até o 6º mês de vida;
- Bebês que foram amamentados têm menos chance de se tornarem obesos ou com sobrepeso no futuro;
- A amamentação previne alergias, anemia e infecções respiratórias, como a asma;
- Bebês amamentados têm risco menor de desenvolver diabetes tipo II;
- Crianças que tiveram amamentação exclusiva até os seis meses tiveram 3 pontos em média a mais em testes de QI.

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Para mães
- A amamentação reduz a depressão pós-parto;
- O leite materno é acessível;
- A amamentação ajuda no controle da natalidade (tem uma taxa de proteção de 98% nos primeiros seis meses);
- Tem um efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário;
- A amamentação reduz o risco da mulher desenvolver diabetes tipo 2 após a gravidez.
Hoje, diz a OMS, apenas 38% dos bebês são amamentados exclusivamente com leite materno. Segundo a entidade, a ausência ou a insuficiência na amamentação contribui para 800.000 mortes de crianças por ano.
