Prolongamento da Carvalho Pinto em Taubaté põe em risco espécie de macaco ameaçado em extinção

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O prolongamento da rodovia Carvalho Pinto no trecho de Taubaté, entregue em fevereiro deste ano, pode ter afastado os macacos da espécie bugío, que estão ameaçados de extinção e vivem no local.

Os bugíos ruivos, mais comuns nessa região conhecida como ‘mata pequena’ vivem em um espaço de aproximadamente 120 mil metros quadrados – o equivalente a 17 campos de futebol. Segundo a ONG SOS Bugío, antes das obras viviam cerca de 20 macacos no local e há três meses, em um novo levantamento, foram encontrados 16.

Para o presidente da instituição, a construção foi determinante para a mudança de comportamento dos macacos. “Achamos que alguns fugiram realmente do barulho e do movimento. Nós percebemos que nos últimos tempos eles estão mais silenciosos”, afirmou Chico Saad.

Já a bióloga Graziele Dariano, que trabalhou com essa espécie, alerta que a extinção dos bugíos pode prejudicar toda a fauna e a flora da região. “Eles sendo extintos, toda a vegetação ao redor acaba sendo empobrecida. As plantas típicas que preservam aquela região e também são importantes para nós”, disse.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Taubaté, um plano de recuperação da mata atlântica está sendo feito e a mata do bugío é prioridade. “O estudo para verificar como está a situação da flora e fauna é que vai determinar qual a melhor forma de ocupação para manter essa população de bugío e que multipliquem novamente”, explicou o secretário Paulo Fortes.

Outro lado

A Ecopistas, responsável pela administração da rodovia, informou que seguiu todas as normas de licenciamento ambiental, e que no trecho de prolongamento foram construídas oito passagens para a travessia de animais silvestres.

A concessionária afirmou ainda, por meio de nota, que faz campanhas pra alertar os motoristas e monitora os animais na rodovia por câmeras.

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