Estudo em Harvard conclui que abandonar consumo de carne pode salvar 200 mil vidas
Uma pesquisa recente apresentada na IV Conferência Internacional com o tema “Unidos para Curar” do Vaticano mostra que um terço das mortes prematuras podem ser evitadas com uma mudança de dieta na direção de pratos preparados à base de plantas.
Walter Willett, professor da Harvard Medical School – apresentou uma nova pesquisa na recente Conferência Internacional do Vaticano, onde descobriu que cerca de um terço das mortes precoces (ou aproximadamente 200 mil vidas individuais) poderiam ser evitadas ao se adotar uma dieta sem carnes.
“Acabamos de fazer alguns cálculos olhando para a questão de quanto poderíamos reduzir a mortalidade mudando para uma dieta saudável, com mais base em vegetais, não necessariamente totalmente vegana, e nossas estimativas são de que um terço das mortes poderiam ser evitadas”, disse Willett à VegNews.
O professor explicou que seus cálculos não controlavam as mortes relacionadas ao tabagismo, nem se concentravam na morte precoce causada pelo câncer – apontavam especificamente para os benefícios da remoção da carne dos hábitos alimentares de um indivíduo. “Quando começamos a olhar para isso, vemos que uma dieta saudável está relacionada a um risco menor de quase tudo o que olhamos”, comentouWillett. “Talvez não seja tão surpreendente já que tudo no corpo está ligado aos mesmos processos subjacentes”.
A apresentação de Willett acrescenta à pesquisa que liga consumo de carne à morte prematura, incluindo um estudo publicado no BMJ (British Medical Journal) no ano passado que descobriu que comer carne aumenta as taxas de mortalidade de nove doenças, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer.
