O projeto MapCast
O projeto Mapeamento de Castanhais Nativos e Caracterização Socioambiental e Econômica de Sistema de Produção de Castanha-do-Brasil na Amazônia, ou simplesmente (MapCast), começou em 2014 com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva.
Liderado pela pesquisadora Kátia Emídio da Silva, o projeto reúne diferentes pesquisadores da Embrapa e de outras instituições e trabalha em dois eixos principais: geração de metodologias para auxiliar no mapeamento e modelagem da ocorrência de castanhais nativos da Amazônia Brasileira, por meio de geotecnologias, e caracterização das relações sociais e econômicas dos sistemas de produção da castanha.
O projeto envolve atividades em seis estados da Região Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia, e um do Centro-Oeste: Mato Grosso. “O MapCast conta com equipe multidisciplinar, cujos membros estão empenhados na geração e na ampliação de conhecimentos sobre os castanhais naturais da Amazônia. Espera-se, ao fim do projeto, contribuir para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil”, ressalta a pesquisadora.
A castanheira-do-brasil, árvore nativa da Amazônia, ocorre em terras altas de toda a Bacia Amazônica. Símbolo da região, a espécie tem merecido atenção especial da pesquisa devido à sua importância social, ecológica e econômica. Em seu ambiente natural, a árvore pode atingir até 50 metros de altura, sendo uma das espécies mais altas da Amazônia.

O fruto da castanheira (ouriço) tem o tamanho aproximado de um coco e pode pesar cerca de dois quilos. Possui casca muito dura e abriga entre oito e 25 sementes, que são as apreciadas castanhas-do-brasil.
A espécie desempenha papel importante para milhares de famílias residentes na floresta, ou em áreas próximas, que realizam o extrativismo e comercialização.
A castanha apresenta elevado valor nutricional, sendo utilizada diretamente na alimentação e como ingrediente na fabricação de alimentos processados. Além disso, o extrativismo sustentável é uma forma de se obter renda com produtos florestais não madeireiros e, ao mesmo tempo, preservar as florestas nativas da Amazônia.
