Como antigamente

Por Alcimar Monteiro

Terezinha quando eu estive aqui

O Rio Parnaíba quase não reconheci

No seu leito quase moro, quase marta vi a vida.

A Esperança é um verde, amarelo, poluída.

Nas tuas margens vive um povo tão sofrido

De promessa, fome e cede quase todo já perdido.

Sonho sonhado mutilado mal vivido

Foi o sonhar dos maus vividos

Parnaíba, quanto tempo, tempo faz

O pescador que pescou não pesca mais

Assoreado, desolado, chora o cais,

Tuas canoas já não navegam mais

Rio abaixo, rio arriba.

Sangra o sangue da ferida

Rio abaixo, rio arriba.

Agoniza o Parnaíba

João Cláudio Moreno: Saudade das canoas, dos vagalumes, das lavadeiras, entra no rio Alcimar Monteiro

Alcymar Monteiro:  Enquanto você tem agua, enquanto você tem vida salve o Parnaíba.

Parnaíba, quanto tempo, tempo faz.

O pescador que pescou não pesca mais

Assoreado, desolado, chora o cais,

Tuas canoas já não navegam mais

Rio abaixo, rio arriba.

Sangra o sangue da ferida

Rio abaixo, rio arriba.

Agoniza o Parnaíba

 

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