Institutos de Saúde dos EUA investem em tecnologia para substituir testes em animais
Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) anunciaram planos para parar de usar animais em testes de droga e toxicidade química, uma prática desatualizada que não apenas é prejudicial e fatal para animais, mas cujas descobertas são muitas vezes irrelevantes para a saúde humana.
Cientistas da organização de saúde sem fins lucrativos Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM) ajudaram na mudança e desenvolveram o novo método do NIH para adaptar os testes de toxicidade de maneiras relevantes e mais benéficas à saúde humana.
O novo roteiro proporciona um caminho direto para proteger milhões de vidas humanas e animais, disse a vice-presidente de políticas de pesquisa da organização, Kristie Sullivan, M.P.H, em um comunicado.
“Isso ajudará a substituir os testes em animais, que podem deixar de prever se um medicamento ou produto químico é nocivo, com órgãos em chips e outros métodos relevantes para o homem”, disse.
Segundo o PCRM, o plano, denominado “Um roteiro estratégico para estabelecer novas abordagens para verificar a segurança de produtos químicos e produtos Médicos nos Estados Unidos”, foi desenvolvido pelo Interagency Coordinating Committee on the Validation of Alternative Methods (ICCVAM).
O ICCVAM possui representantes de 16 agências federais que facilitam a criação de métodos de testes toxicológicos que diminuem e substituem os animais.
Em Maio de 2017, a especialista em políticas científicas da PCRM, Elizabeth Baker, participou do fórum público anual da ICCVAM. Ela contribuiu com o novo plano e o enviou por escrito antes da reunião anual.
No lugar dos animais, deverão ser aplicadas novas tecnologias, incluindo modelos computacionais e chips de tecido, informa o Livekindly.
O roteiro também funciona como uma estrutura para a união de agências e estímulo de financiamento e desenvolvimento de novos métodos de teste sem animais para promover a ética e a modernidade no campo científico. Sullivan disse que o PCRM está “satisfeito” de observar as agências federais se unirem para trabalhar com o propósito comum de realizar testes sem animais.
