O desafio de reciclar mais lixo no Brasil

Embora 40% das 240 mil toneladas de resíduos sólidos produzidos por dia no país sejam recicláveis, apenas 2% são de fato transformados em novos objetos. O desafio de destinar o lixo corretamente deu um passo à frente com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), mas as diretrizes ainda carecem de efetivação. O tema foi abordado ontem na palestra Reciclagem e sustentabilidade, promovida pela ASA Indústria e Comércio Ltda, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco.
Comparando os catadores do período colonial com os dos dias atuais, o presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, Tião Santos, que era catador e hoje é consultor em sustentabilidade, pregou uma maior conscientização.
“O lixo envolve muito preconceito e as pessoas ainda acham que é algo de pobre. Além disso, a reciclagem no Brasil está diretamente ligada à pobreza e exclusão social. Precisamos de mais educação nessa área”.
Já a gestora de indústria e comércio da ASA, Flávia Moura, ressaltou que, apesar de muitas pessoas jogarem óleo na pia, evitando a contaminação da água, no fim o líquido não recebe a destinação correta. “Algumas pessoas botam na garrafa PET e jogam no lixo, contaminando o solo e o lençol freático”, ressaltou.
