Ativistas lutam contra o consumo da carne de cachorro na Coréia do Sul
Grupos denunciam que atualmente a criação de cães destinados ao consumo humano é uma das atividades mais lucrativas do país.
Ativistas pelos direitos animais estão realizando uma campanha para o banimento do consumo e venda de carne de cachorro na Coreia do Sul antes da Olimpíada de Inverno de PyeongChang.
Eles afirmam que este tipo de comércio sensibiliza a reputação do país no cenário internacional e contraria a luta pelos direitos animais que alcança vitórias importantes todos dias no mundo.
Grupos denunciam que atualmente a criação de cães destinados ao consumo humano é uma das atividades mais lucrativas do país, pois funciona sem qualquer regulamentação e dados estatísticos.
Censos realizados nos últimos sete anos apontam que existem aproximadamente 100 mil fazendas de cães matando milhares de animais diariamente. Sendo atualmente um negócio em expansão realizado até mesmo de forma caseira e livre de fiscalização e tributos.
A “Associação Coréia para a Proteção Animal” falou em nota o quanto é doloroso ler matérias de portais estrangeiros mostrando cães sendo amados e valorizados, enquanto naquele mesmo instante, naquele país, cachorros tão dignos de amor quanto qualquer outro estão sendo mortos de formas bárbaras e cruéis.
Uma pesquisa realizada pela Gallup Korea mostrou que o consumo da carne de cachorro ainda é forte na população acima dos 50 anos, mas decai consideravelmente na geração mais jovem, que enxerga os animais como domésticos.
Alguns dos entrevistados afirmam considerar o costume um absurdo e outros citaram até interesse pelo veganismo, colocando em pauta que a carne de cães não é pior que a de qualquer animal, pois todos têm direito à vida.
