O musico Paul McCartney adere à campanha anti-fracking na Inglaterra
O músico
e a artista plástica Yoko Ono, viúva de John Lennon, se uniram a uma campanha que se opõe a um plano do governo britânico de inserir o fracking no país para explorar gás de xisto.
McCartney e Ono são apenas duas das muitas celebridades que assinaram a carta da campanha ‘We need to talk about fracking’ (‘Precisamos falar sobre fracking’) expressando sua preocupação com os efeitos que o processo terá sobre o meio ambiente e a saúde da população. Entre os artistas que participam estão os atores Helena Bonham-Carter, Jude Law, Russell Brand, o músico Bryan Adams e a estilista Stella McCartney, filha do ex-Beatle.
O fracking ou fratura hidráulica é um método de extração de gás natural através da injeção de milhões de litros de água tratada quimicamente nas rochas que armazenam o gás. A obtenção do combustível por esse processo é alvo de muita polêmica, já que os críticos alegam que ele pode ocasionar vazamentos que contaminam lençóis freáticos, enquanto os defensores argumentam que o gás é uma alternativa menos poluente ao carvão e ao petróleo.
A carta da campanha afirma que há “evidências substanciais mostrando que o fracking causa estresse hídrico e riscos de contaminação da água e do solo, tremores de terra – e é uma ameaça à saúde humana, da vida selvagem, aves, peixes e da pecuária”.
O documento também pede que o governo britânico “suspenda imediatamente o fracking”, e pede por um “debate público independente, equilibrado e profundo” sobre os possíveis perigos que resultem de permitir que o método seja usado no país.
Paul McCartney e outros músicos também lançarão um álbum para apoiar a ação. A coletânea, intitulada ‘Buy This Fracking Album’, será lançada em algum momento de 2014, embora ainda não haja uma data definida.
Além desta campanha, em 2012 McCartney e seu ex-colega Ringo Starr apoiaram uma ação similar nos Estados Unidos lançada por Ono chamada de ‘Artists Against Fracking’ (‘Artistas Contra o Fracking’), que teve como objetivo desencorajar a introdução do fracking no estado norte-americano de Nova Iorque.
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Crédito imagem: Greenpeace
