Veja quais são os sintomas da doença transmitida pelo Aedes aegypti

Foram confirmados, pelo Ministério da Saúde, 16 casos de transmissão de chikungunya no Brasil, concentrados nas cidade de Oiapoque, no Amapá, e Feira de Santana, na Bahia. Até então, os únicos 37 episódios registrados no país haviam sido contraídos pelos pacientes no exterior.

O vírus é transmitido por meio de picada do mosquito Aedes aegypti (também vetor para a dengue) e Aedes albopictus e provoca dor intensa nas articulações, justificando o nome da doença, já que chikungunya, em swahili (idioma oficial de países como a Tanzânia), significa “aquele que se dobra”. Outras manifestações clássicas da doença são: febre acima de 39 graus, dor de cabeça e muscular, náusea e vermelhidão na pele, que começa no tronco e avança para as extremidades do corpo.

Portanto, apesar de os vetores e de alguns sintomas serem semelhantes, a chikungunya raramente é confundida como dengue. Por conta das dores articulares, que chegam a ser incapacitantes, ela é mais frequentemente diagnosticada como leptospirose ou artrite reumatoide. Além disso, a doença representa menos riscos do que a dengue, tendo uma taxa de mortalidade inferior a 1%.

O vírus pode ser identificado por meio de exame de sangue realizado até o oitavo dia do quadro clínico e o tratamento da doença é feito em casa, com hidratação e analgésicos. Crianças com menos de 30 dias, idosos acima de 65 anos e pacientes com doenças crônicas podem apresentar quadros mais graves e necessitar de internação.

Assim como a dengue, a única forma de prevenção da febre de chikungunya é não deixar água parada, para evitar a reprodução do mosquito, e usar repelente, para tentar impedir a picada.

Fonte: Fernando Gatti de Menezes, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP)

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