Comum na cozinha, óleo de girassol também pode ser útil para tratar pele e cabelos
Quem nunca ouviu falar do girassol? Com o nome científico de Helianthus annuus(flor do sol), é uma planta originária da América do Norte e muito conhecida hoje em dia. Ela possui uma habilidade bem característica, que fez a sua fama e a batizou: o heliotropismo. Em biologia, o heliotropismo significa a habilidade de um organismo vivo de se movimentar seguindo a direção do sol. O girassol está normalmente “apontando” para o sol, seguindo sua trajetória ao longo do dia.
A planta possui uma ampla adaptação em diferentes climas; o único problema ocorre com relação às condições nutricionais do solo – ela depende de solo nitrogenado e da presença de boro como micronutriente limitante. O girassol pode chegar a quase três metros de altura e possui sementes ricas em ácidos graxos, o que permite a extração do seu óleo vegetal e o consumo do mesmo como alimento, por pássaros e humanos.
O óleo de girassol
A semente de girassol é rica em ácidos graxos, o que possibilita sua extração a partir de prensagem mecânica a frio, que consiste em, literalmente, prensar os grãos até o óleo ser extraído. Como esse processo não possui aquecimento, muito dos nutrientes e compostos do óleo não se degradam, mantendo-se presentes.
Após filtrado e refinado, o óleo de girassol é constituído basicamente de ácidos graxos (ômegas 3, 6 e 9) e vitamina E. Os ácidos graxos insaturados chegam a 90% da composição do óleo (sendo quase 70% de ômega 6), o que faz com que haja a necessidade da adição de conservantes, pois há degradação rápida. O mais aconselhável é a utilização do óleo de girassol sem adição de conservantes e que esteja armazenado em recipientes que não sejam transparentes, protegendo-o de qualquer fonte de luz.
No Brasil, o cultivo do girassol se iniciou no sul do país, no século XIX, trazido por colonizadores europeus que consumiam as sementes torradas. O girassol possui capacidade de ser cultivado praticamente em todo o solo nacional. O cultivo nacional de girassol, na atualidade, é dedicado, quase que exclusivamente, à produção de óleo, destinado à indústria alimentícia. Sua produção para uso como biocombustível também é possível, mas pouco comum no país.
O óleo de girassol é largamente utilizado na culinária, como óleo para frituras e para diversas outras receitas. Mas você sabia que ele também pode ser usado como cosmético?
Propriedades e aplicações
O óleo de girassol apresenta algumas propriedades que possibilitam seu uso para vários fins. Entre suas propriedades, estão:
- Antioxidante;
- Antirradicais livres;
- Anti-inflamatório;
- Calmante;
- Antialérgico;
- Bronzeador;
- Hidratante;
- Cicatrizante.
Devido a essas propriedades, além de comestível, ele pode ser utilizado no cuidado com pele e com os cabelos.
Cuidado da pele
O óleo de girassol pode ser aplicado à pele com o objetivo de hidratar, amaciar, nutrir e até ajudar no processo de cicatrização. Tendo um efeito reparador de tecidos, por ser rico em vitamina E, o óleo de girassol tem, também, um efeito de limpeza, combatendo a acne.
Cabelos
O óleo pode ser utilizado nos fios com o propósito de atuar como creme protetor, hidratar fios secos e acrescentar brilho.
Sabonetes
O óleo de girassol pode ser utilizado também para a produção de sabonetes caseiros (tanto o óleo novo, quanto o usado). Veja como fazer seu sabão caseiro com óleo vegetal.
Problemas e curiosidades do óleo de girassol
Como vimos anteriormente, o óleo de girassol é rico em ômega 6 (quase 70% da sua composição) e isso pode ser considerado um problema. Por mais que o ômega 6 apresente alguns benefícios à nossa saúde, o seu excesso pode trazer malefícios. Estudos apontam que, o consumo desproporcional de ômega 6 e ômega 3 pode ocasionar doenças cardíacas. O excesso de ômega 6 pode causar inflamações, impedindo o fluxo sanguíneo e causando problemas cardíacos sérios. Veja que o consumo excessivo de ômega 3 também pode ser prejudicial. O óleo mais recomendado para a utilização na culinária é o óleo de coco.
Por outro lado, o óleo de girassol é muito rico em vitamina E. A vitamina E contribui para a manutenção e regeneração dos tecidos do corpo, incluindo pele, ossos, músculos e nervos, sendo atribuído como anti-idade e podendo até ajudar na prevenção do câncer.
O equilíbrio no consumo e utilização de todas as coisas deve ser mantido e respeitado, por mais que algo tenha benefícios, o seu excesso pode trazer complicações. O uso moderado e consciente é essencial.
“O óleo de girassol emagrece?”
Essa é uma pergunta comum sobre o óleo de girassol. Ainda não existem conclusões dizendo que sim nem que não, porém é pouco provável que ele atue dessa maneira. Não existe fórmula mágica que faça qualquer pessoa emagrecer de maneira saudável sem a prática de exercícios (veja um treino físico de apenas 7 minutos e sem equipamentos, recomendado por cientistas). O óleo vegetal é composto, principalmente, por gorduras, e estudos indicam que o consumo de gordura não diminui a fome ao nível de contribuir para que a pessoa emagreça. Ainda não se pode negar ou afirmar que o óleo de girassol ajuda a emagrecer, lembrando do problema que o consumo excessivo do óleo de girassol pode causar no balanço de ômega 6 e de ômega 3 no corpo.
Onde encontrar?
O óleo de girassol é encontrado facilmente em qualquer mercado, mas é importante consumir o produto 100% natural e sem nenhuma adição de qualquer conservante ou aditivo.
