Grand Canyon

Sua grandeza e extensão inspiraram piadas sobre o que poderia caber nele – mas quão grande é realmente o Grand Canyon? E como ele ficou daquele jeito? O Grand Canyon está no coração dos 4.047 km2 do Parque Nacional do Grand Canyon, no Arizona (EUA). O cânion é a maior garganta do mundo e é conhecida como uma das sete maravilhas naturais do mundo.

Vista panorâmica do Grand Canyon a partir do ponto de observação Pima, no caminho da borda oeste
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Vista panorâmica do Grand Canyon a partir do ponto de observação Pima, no caminho da borda oeste

No fundo do cânion flui o rio Colorado. O rio começa nas Montanhas Rochosas do Colorado e corre 2.336 km para o Golfo da Califórnia, no México. O cânion é medido pelos quilômetros do rio – os 445,8 km que correm do Lees Ferry até o Grand Wash Cliffs. Mas quão comprido são 445 quilômetros? Isso é mais de seis vezes o comprimento do Estado de Rhode Island e cerca do mesmo comprimento do Estado de Indiana.

A largura do cânion varia. De borda a borda, a largura média é de 16 km, expandindo para 28,9 km no seu máximo e encolhendo para 182,9 m no seu mínimo. E da borda para o rio – a profundidade do cânion -, a média é de 1,6 km vertical (isso de cima para baixo, e não a quilometragem para quem planeja caminhar da borda até o fundo do cânion).

Rio Colorado é visto de cima a partir de Toroweap, no lado noroeste do Grand Canyon
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Rio Colorado é visto de cima a partir de Toroweap, no lado noroeste do Grand Canyon
Os geólogos teorizam que por milhões de anos, o fluxo do rio Colorado erodiu as rochas no Planalto Colorado. Essa erosão lenta, combinada com o calor e a elevação do terreno, criou o cânion. A idade do cânion em si é um pouco complicado de dizer. Mas as rochas que constituem as tiras do cânion são extremamente velhas – a mais velha delas tem quase 2 bilhões de anos. Mas como o cânion foi criado por meio de um processo de erosão, sua idade não é a mesma de suas rochas mais antigas. Os geólogos estimam que o cânion em si tenha entre 5 milhões e 6 milhões de anos.

Um dos primeiros guias turísticos do Grand Canyon, John Hance, ficou conhecido por brincar que o cânion era um trabalho seu: “Foi um trabalho duro, levou muito tempo, mas eu mesmo o cavei com uma picareta e uma pá. Se você quiser saber o que eu fiz com a terra, apenas olhe para o sul através da clareira nas árvores para o que eles chamam de San Francisco Peaks [cadeia de montanhas vulcânicas no Arizona]”.

O que Hance teria descoberto quando cavou o cânion, e o que todos nós hoje somos capazes de ver, são as várias camadas de rocha incluindo xisto, areia, calcário, rochas formadas por vários elementos, dolomita e rochas ígneas e metamórficas.

Um processo lento

No Grand Canyon, o rio Colorado cortou camadas acumuladas da
superfície da terra para alcançar o que Norman MacLean apelidou de “o porão do tempo”. Bilhões de anos de história podem ser vistos em um golpe de vista, das rochas pré-cambrianas nas distantes margens dos rios a dunas de areia fossilizadas com somente um milhão de anos na borda.

Algumas das rochas mais velhas da terra descansam nas margens do Grand Canyon. Com milhares de metros de espessura, a rocha é formada por sedimentos. Cerca de 300 milhões de anos depois de formada, as monumentais forças geológicas ergueram a rocha de volta para cima formando uma grande cadeia de montanhas que chegavam a 8.000 metros de altura – a altura do Himalaia.

Com o passar do tempo, as montanhas erodiram transformando-se em terrenos planos. Há aproximadamente um bilhão de anos, o terreno plano foi elevado a uma segunda cadeia de montanhas. Essas montanhas também sofreram o desgaste de milhões de anos de chuva, vento e gelo.

Ao longo dos anos seguintes, a região inteira afundou em um mar interior, com moluscos primitivos se fossilizando em um fundo do mar que com o tempo endureceu, transformando-se em xisto. Tempos depois, a região se transformou novamente em um grande planalto, o fundo do mar formado estava novamente em cima e as antigas rochas embaixo.

 

Vista do cânion Marble, na confluência dos rios Colorado e Little Colorado
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N.P. Mark Lellouch, NPS

Vista do cânion Marble, na confluência dos rios Colorado e Little Colorado

 

Foi quando o rio Colorado começou seu trabalho, primeiro cortando as camadas mais altas com aproximadamente seis milhões de anos. Cavando metro por metro através de um milênio, o rio finalmente alcançou as rochas mais antigas a aproximadamente 1.500 km abaixo da superfície.

Nessa formação de rochas, vários períodos geológicos podem ser vistos, o mais velho datando do período pré-cambriano. Há 94 tipos de rocha (e minerais, a maioria ferro, que provocam as cores luminosas), bem como cavernas e cânions de paredes escarpadas, e um registro fóssil considerável (incluindo florestas petrificadas, peixes dipnoicos, nautiloides e dinossauros).

Hoje, o parque abriga um conjunto diverso de plantas e vida animal. Podem ser encontradas no parque mais de 1.500 espécies de plantas (incluindo flores selvagens e cactos), 355 espécies de pássaros (incluindo o condor da Califórnia, ameaçado de extinção), 89 espécies de mamíferos (incluindo o carneiro de grandes chifres, nativo), 47 espécies de répteis (incluindo o lagarto Gila), 9 espécies de anfíbios, e 17 espécies de peixes. Mais de 35 espécies de animais encontradas no parque estão em perigo de extinção ou próximas disso.

O Grand Canyon é repleto de restos arqueológicos, com mais de 4.300 artefatos registrados descobertos em uma área de 4% do parque. Os artefatos humanos mais antigos registrados no parque têm quase 12 mil anos de idade, datando do período paleoindiano.

 

Depósito pré-histórico de grãos usado pelos índios Anasasi no cânion Marble
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N.P. Mark Lellouch, NPS

Depósito pré-histórico de grãos usado pelos índios Anasasi no cânion Marble

Desde o período paleoindiano, as terras do Grand Canyon estiveram ocupadas. Foram descobertos restos dos grupos Arcaico, Cesteiro, Pueblo ancentral (ramos Kayenta e Virgínia), Cohonina, Cerbat, Pai, Zuni, Hopi e Navajo. Mas os povos indígenas não foram os únicos a explorar o Grand Canyon. No começo dos anos 1540, os espanhóis foram os primeiros europeus a ver o cânion 13 membros da expedição de Francisco Vasquez de Coronado exploraram a área atrás das lendárias cidades de ouro.

Os primeiros anglos assentaram nos anos 1880 quando missionários mórmons colonizaram a área. Mas foi somente no verão de 1869 que o geólogo e explorador John Wesley Powell fez a primeira expedição de barco pela extensão do cânion. Powell se lançou com um pequeno grupo em quatro barcos para explorar o máximo de extensão possível do rio Colorado e do cânion. Foi uma jornada excitante que custou ao major dois de seus barcos. Entretanto ele provou que o canyon poderia ser explorado.

 

O Grand Canyon cobre 365 quilômetros e somente parte dele pode ser visto de qualquer um dos pontos de observação.
2006 National Park Services
O Grand Canyon cobre 365 km, um espaço tão vasto que somente parte dele pode ser visto de qualquer um dos pontos de observação

O cânion recebeu proteção federal em 1893 como Reserva Florestal. Trinta e nove anos depois da expedição de Powell, o cânion foi transformado em monumento nacional. E em 1919, três anos depois da criação do Serviço de Parques Nacionais, o Parque Nacional do Grand Canyon foi estabelecido.

O Parque Nacional do Grand Canyon é lar de centenas de marcos históricos. Em 1979, o Parque virou Patrimônio Mundial. Hoje, a área em torno das terras do Grand Canyon é conhecida pela criação de gado, pela exploração de madeira, pela caça e, claro, pelo turismo.

 

Estúdio de observação construído em 1914 e desenhado por Mary Colter, na beira do cânion, no distrito histórico da Borda Sul
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Estúdio de observação construído em 1914 e desenhado por Mary Colter, na beira do cânion, no distrito histórico da Borda Sul

Desde que os primeiros turistas descobriram o Grand Canyon, pelas mãos de Hance, o número de visitantes anuais vem crescendo gradualmente. No primeiro ano de funcionamento do parque, foram registrados 44 mil visitantes. Hoje, esse número é de quase 7 milhões. O que tem o Grand Canyon para atrair tanta gente assim? O Parque Nacional do Grand Canyon tem sido há tempos uma fonte de fascinação e inspiração para os visitantes. Localizado a 402,3 km ao norte de Phoenix, ele  oferece um grande conjunto de atividades, indo do alpinismo e da pesca a passeios aéreos e caminhadas. Existem diversas atividades para todos os tipos de pessoas nessa maravilha natural.

Visitantes do parque têm uma variedade de atividades a escolher, incluindo caminhada, passeio de mochila e camping, passeios a cavalo ou em mula, rafting e passeios aéreos. Mas a atividade mais popular é apreciar a vista.

A verdadeira magnificência do Grand Canyon causa surpresa em todos os visitantes. Você se aproxima do cânion pelo sul, atravessando tranquilamente o planalto ascendente, ou pelo norte, atravessando partes mais altas e selvagens do país. Nada na topografia de ambos os lados lhe dará alguma dica sobre o que se revelará.

Subitamente você está lá, posicionado na borda de um dos mais sublimes e profundos espetáculos deste planeta. O abismo é tão vasto e tão profundo que em uma primeira impressão é como se a Terra estivesse se abrindo, permitindo-nos vislumbrar os segredos que se encontram na maior das profundezas.

Há duas bordas no cânion: a Borda Norte e a Borda Sul. A maioria das pessoas vê o cânion da Borda Sul, que é 300 m mais baixa que a Norte, mais fácil de chegar e aberta o ano inteiro. A Borda Sul inclui alguns dos pontos de observação mais populares, como o Desert View, o Grand Canyon Village e o Hermits Rest.

 

Cachoeira dupla localizada na reserva indígena Havasupai, no Grand Canyon
© Mike Norton / iStockphoto
Cachoeira dupla localizada na reserva indígena Havasupai; turistas aproveitam para refrescar-se na piscina formada pelas quedas d’água

Menos pessoas visitam a Borda Norte, a apenas 16 km da Borda Sul. Ela é mais distante da maioria das cidades e estradas interestaduais e também menos habitada. O Point Imperial, o ponto de observação mais alto acessível, está na Borda Norte, bem como outros pontos de observação espetaculares: Cape Royal e Bright Angel Points. Com 33,79 km, a Kailab Trail liga as bordas Norte e Sul por uma estreita passarela suspensa sobre o rio Colorado, que pode ser cruzada caminhando ou em mula.

A Borda Sul, com uma elevação de 2.134 m e com acesso direto pela interestadual 40 e por Flagstaff, pode ficar congestionada,
especialmente durante a temporada de turismo. Aproximadamente nove entre dez visitantes rumam para a Borda Sul, em parte porque dizem que a vista tende a ser melhor do que na Borda Norte. O interior do cânion, lá embaixo, pode ser explorado a pé, em mula ou de balsa.

Embora haja passeios baratos de um dia disponíveis, explorar o interior do cânion não pode ser considerado uma expedição de um dia.  Dependendo da atividade que você escolher e do orçamento disponível, você pode planejar uma viagem de alguns dias a algumas semanas. Uma caminhada de ida e volta (ou passeio de mula) até o fundo do cânion é uma aventura de dois dias. Exploradores que vão de uma borda a outra devem estimar em três dias a viagem de ida; e passeios de rafting geralmente levam duas ou mais semanas.

 

Turistas observam o cânion a partir da Borda Sul após tempestade de neve, no inverno
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Mike Quinn/NPS

Turistas observam o cânion em ponto de observação na Borda Sul após tempestade de neve, no inverno

Clima

O clima no Grand Canyon é imprevisível porque a elevação varia de 609,6 m a mais de 2.438 m, dependendo em que você do cânion você visita e a
época do ano (geralmente, quanto mais alta a elevação, mais frias as temperaturas serão).

Durante o verão, o clima é geralmente moderado, com temperaturas quentes durante o dia, baixa umidade e poucas tempestades. As temperaturas no interior do cânion, perto do rio, com frequência excedem os 37,7 ºC. Contudo, isso muda à noite, quando as temperaturas caem drasticamente. A primavera e o outono trazem temperaturas instáveis, nevoeiros e tempestades repentinas. O inverno traz frio, ventos muito gelados e tempestades. Algumas estradas e partes do parque fecham durante os meses de inverno, por isso verifique sua rota e agenda antes de fazer seus planos de viagem.

A escala do Grand Canyon é imensa e, mesmo a partir de seu melhor ponto de observação, somente uma pequena fração de seus 365 km de extensão pode ser vista. Ninguém viu o Grand Canyon na sua totalidade, apesar de milhões de pessoas do mundo inteiro o visitarem. A maioria dos visitantes têm uma primeira vista verdadeiramente inacreditável da Borda Sul, da qual se vê uma paisagem atordoante do interior de um profundo desfiladeiro no rio Colorado. A vista é tão excepcional que pode se tornar esmagadora.

 

Conhecer o Grand Canyon montado em mulas é uma das opções de passeio do parque nacional
© Jeff Morse / iStockphoto
Conhecer o Grand Canyon montado em mulas é uma das opções de passeio do parque nacional

 

O que você vê se estendendo quilômetros abaixo de seus pés são milhões de anos de história geológica. Em nenhuma outra parte na Terra você poderá ver um registro tão completo dos mecanismos geológicos do planeta, dispostos de modo incrivelmente claro e ordenado.

Oportunidades de fotos do Grand Canyon

Existem muitos lugares no Parque Nacional do Grand Canyon de onde você pode tirar uma foto perfeita.

  • A Borda Sul: a grande maioria dos visitantes do Grand Canyon vê o parque desse lugar. A Borda Sul se estende por 96,5 km ao longo da margem do cânion e está aberta durante o ano todo.
  • A Borda Norte: esta visão do cânion é 300 metros mais alta do que a da Borda Sul. A neve fecha as estradas da Borda Norte do início do outono ao início da primavera.
  • Tuweep: além de proporcionar vistas estonteantes do cânion a partir da Borda Norte, este lugar é perfeito para observar o platô Kanab e as montanhas Pine/Uinkaret.
  • A estação de observação Yavapai: localizado no Yavapai Point, este lugar oferece enquadramentos panorâmicos do cânion, incluindo o rio Colorado e o Phantom Ranch.

 

 

Turistas podem fazer caminhadas pelas trilhas do Grand Canyon
© Paige Falk / iStockphoto
Turistas podem fazer caminhadas pelas trilhas do Grand Canyon

Dentro do Canyon

Para aqueles que desejam uma perspectiva diferente, três trilhas espetaculares conduzem para baixo, partindo de ambas as bordas. A popular trilha Bright Angel serpenteia 12,8 km abaixo da Borda Sul até Phantom Ranch. Um alojamento e uma área para acampamento estão reunidos no meio do vale de choupos-do-canadá de Fremont, na base do cânion.

Uma alternativa é tentar um dos famosos passeios de mula do Grand Canyon. A medida que você faz isso, você terá bastante tempo para observar uma maravilhosa variedade de plantas e de vida animal.

A grande fenda do cânion possui uma característica tão peculiar de temperatura e precipitação que a variedade do clima local se iguala à extensão de quase todo o continente. As mulas partem da Borda Sul tanto para passeios de um dia quanto para pacotes com pernoite no Phantom Ranch, onde os hóspedes podem ficar em cabanas rústicas e dormitórios. Deve-se planejar com 24 meses de antecedência – os lugares disponíveis enchem depressa.

Navegando o rio Colorado

Embora as reservas tenham de ser feitas com meses de antecedência, passeios de rafting rio abaixo são um outro meio de se aprofundar no Grand Canyon. Essas expedições variam em duração de cerca de três dias com um barco motorizado a 18 dias ou mais com equipamento não motorizado, semelhante àquele usado por John Wesley Powell.

 

Turistas descem o rio Colorado de bote na baía de Havasu, no Grand Canyon
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N.P. Mark Lellouch, NPS

Turistas descem o rio Colorado de bote na baía de Havasu, no Grand Canyon; o major John Powell foi o primeiro a explorar o cânion pelas água do Colorado, em 1869

Oferecidas por um grande número de companhias de passeios de barco, elas cobrem vastas extensões, através das profundas águas calmas do coração do cânion, com paradas para pernoite em inúmeros pontos de observação incomuns e cenográficos, além de um dia de caminhada nas ruínas, cachoeiras, cânions laterais e fluxos afluentes. A viagem de rio é quebrada por mais de 140 corredeiras principais. Ao menos duas destas são feitas com os punhos cerrados, com redemoinhos e cascatas que parecem mandíbulas e ondas violentas que são classificadas como 10, em uma escala que vai de 1 a 10.

Parque Nacional do Grand Canyon

Endereço: Caixa postal 129 – Grand Canyon, AZ 86023
Telefone: +00xx1 928-638-7888
Site: www.nps.gov/grca (em inglês)

Taxas de entrada: US$ 25/veículo por 7 dias, ou US$ 12/individual por 7 dias. Inclui as bordas norte e sul. Crianças até 15 anos não pagam ingresso.

Centros de visitação: o Canyon View Information Plaza e o Desert View Information Center,
ambos na borda sul, estão abertos durante todo o ano. O centro de
visitação da borda norte (North Rim Visitor Center) fica aberto de
meados de maio a meados de setembro.

Acomodações: sete alojamentos e quatro locais para acampamento.

Atividades: caminhadas com guias locais, palestras, apresentações de slide, programas de escotismo, passeios a cavalo e em mulas, passeio de locomotiva, passeios de bicicleta, passeios aéreos, rafting, pesca, esqui cross-country e montanhismo.

Destaques: Phantom Ranch e Borda Norte

Vida selvagem: carneiros das montanhas, cervos, lebres americanas, esquilos do solo, lagartos cobertos de espinhos, pequenos mamíferos, répteis e pássaros.

Fonte: HowStuffWorks

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