Conjuntivite em alta: uso de ar-condicionado pode facilitar contágio
Refresco para a pele durante o verão, o ar-condicionado pode se tornar um vilão para a saúde dos olhos. O uso excessivo do aparelho é um dos principais motivos para o aumento de 15% a 20% na incidência de casos de conjuntivite durante a estação mais quente do ano, segundo Mário Motta, diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
— O ar-condicionado resseca o ambiente, e, como consequência, a lágrima. A lágrima tem uma película que contém anticorpos para combater infecções, e precisa ser renovada continuamente. Em ambientes mais secos, ela evapora mais rápido, e as defesas diminuem — explica Motta.

O confinamento de um grande número de pessoas num mesmo ambiente e a variação de calor são fatores que podem contribuir para o contágio. O entra-e-sai de lugares com diferentes temperaturas diminui as defesas do organismo e também favorece a proliferação de vírus.
Sintomas
— Quanto mais pessoas houver num mesmo ambiente, maior a possibilidade de contágio — diz o especialista.
Os principais sintomas da conjuntivite são olho vermelho e lacrimejante, inchaço nas pálpebras, intolerância à luz e visão embaçada ou borrada.
No caso da conjuntivite causada por bactéria, em geral a secreção é amarelada e purulenta. Já a conjuntivite viral apresenta secreção mais limpa e aquosa.
— Em 90% dos casos, o médico descobre o tipo de conjuntivite sem dificuldades. Na dúvida, ele colhe material e faz exame para identificar.
A conjuntivite bacteriana é tratada com antibiótico. Já a viral não responde à medicação. Nos dois casos, o uso de colírio alivia o incômodo.
