Estudos apontam que galinha são inteligentes, sensíveis e têm habilidade sofisticada de comunicação

Galinhas, em geral, não são consideradas animais muito inteligentes ou especialmente sensíveis. Essa impressão pode estar intimamente relacionada ao alto consumo de sua carne. Dados do Panorama da Avicultura Nacional e Perspectivas do Setor, divulgados no ano retrasado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), mostram que em 2013 foram consumidos 26 milhões de toneladas de carne no Brasil.

Desse total, 47% equivalem a 12 bilhões de quilosde frango. O que muita gente não sabe – e talvez até prefira ignorar para não se haver com dilemas éticos – é que essas aves são inteligentes, têm habilidade sofisticada de comunicação e podem ter sentimentos de empatia por seus semelhantes. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles Nicholas e Elsie Collias, já falecidos, classificaram os cacarejos desses animais e descobriram um repertório de dezenas de sons distintos, que não refletem apenas estados mais básicos de dor, medo ou fome.

Essas aves também parecem interpretar o significado de eventos, algo que até há pouco tempo era considerado uma capacidade apenas de mamíferos. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Bristol, em 2011, revelou que elas são capazes de sentir empatia: indicadores biológicos mostram que manifestam estresse com o sofrimento alheio, como se elas próprias estivessem em perigo.

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