Assim como o cigarro, a carne processada também deve ser banida

A Organização de Saúde Internacional classificou carnes processadas no mesmo nível dos cigarros, álcool, amianto e arsênico na categoria de possíveis causadores de câncer. A recomendação para o consumo de carne é mínima, quase inexistente, já que uma dieta carnívora diminui a expectativa de vida e torna as pessoas mais propensas a adoecer.

Porém, muitas cadeias de fast food têm restaurantes dentro de hospitais. Pacientes podem escolher entre variadas seleções de carnes processadas e outros alimentos com pouco valor nutricional. Enquanto isso, o cigarro é banido por causar câncer. Como é possível proibir uma causa enquanto outra igualmente ruim é promovida?

Já que ambos os elementos são perigosos, ambos devem ser banidos. É válido ressaltar que o consumo de carne não faz mal apenas para a saúde do ser humano, mas também para o meio ambiente e, principalmente, para os animais.

É possível encontrar muitas pessoas que doam dinheiro para causas animais enquanto se alimentam de carne constantemente. Vivemos em uma sociedade de dupla moral e separamos o mundo em pacotes demarcados. O fumo e o álcool são marcados como “prejudiciais”, enquanto o consumo de carne permanece normal.

Enquanto enxergarmos o mundo em pedaços desconexos, nunca iremos nos separar da contradição de proibir coisas ruins e permitir outras tão prejudiciais quanto.

É necessário que organizações responsáveis promovam o fim do consumo de todos os elementos que fazem mal, inclusive os que estão fortemente presentes no cotidiano das pessoas.

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