Consciência ambiental faz empresário divulgar e comercializar eco lubrificantes
Foi a partir do momento que o empresário de São José dos Campos, Luis Carlos Maldonado, tomou consciência de sua parcela de colaboração na catástrofe ambiental planetária resolveu partir para ação em defesa do meio ambiente em um dos segmentos de maior contaminação da água e do solo, o de lubrificantes. Ainda passou a estudar o assunto, física quântica e se compreender dentro da nova ordem mundial.
A melhor maneira para alcançar resultados imediatos em sua nova proposta de vida e de interação planetária foi mudar os itens que comercializa por sua empresa, a Lubvap, que atende todo o Brasil no setor de graxas e óleos para equipamentos pesados. E veio numa troca de produtos poluentes por biodegradáveis e eco eficientes.
Sua mudança partiu das palestras e das conversas que teve com o empresariado e os argumentos de sustentabilidade num evento.
“Estive na Feira Internacional de Meio Ambiente no ano passado, realizada na Expo Center Norte, em São Paulo, e constatei que temos um discurso muito forte na questão ambiental, mas adotamos práticas atrasadas, as mesmas usadas desde os anos 60. Estou percebendo que o clima está mudando, o planeta está reagindo a toda essa destruição, a crise hídrica do Sudeste foi um alerta para todos”, observou.
Ele relata que tem clientes num esforço imenso para se adequar as novas realidades, com equipamentos altamente sofisticados, mas sem obterem resultado. “De nada adianta se continuarem a usar o que faz a engrenagem funcionar, que são as graxas e óleos altamente poluidores”, explicou o empresário.
O choque de realidade foi tão intenso que resolveu radicalizar. Começou por mudar o foco e o nome da empresa. Sua linha de produtos tendo como base os biodegradáveis e eco eficientes. O nome da Lubvap deixou de apresentar ‘serviços e distribuidora de lubrificantes e químicos’ e passou para ser de ‘distribuidora de lubrificantes eco eficientes on-line’.
Os óleos e graxas lubrificantes estão entre os poucos derivados de petróleo que deixam de ser totalmente consumidos durante o seu uso. Apenas 1 litro de óleo lubrificante usado pode contaminar um milhão de litros de água. Caso o produto seja derramado ou despejado no solo, inutiliza a terra para a agricultura e para a construção civil. Se atingir o lençol freático, também contamina a água dos poços da região, tornando-as impróprias para qualquer tipo de uso.
Segundo o empresário os produtos lubrificantes eco eficientes chegaram para atender uma nova ordem econômica mundial e, inclusive, das necessidades do próprio país. Maldonado relembra que neste ano uma mineradora despejou toneladas de resíduos no Rio Paraíba do Sul e causou um problema as águas que abastecem diversas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para ele, o risco deste tipo de atividade como do agronegócio se tornam cada vez maiores com o passar do tempo.
“São maquinários caríssimos e que operaram diretamente com a terra ou com a água, muitas vezes sem as manutenções preventivas necessárias. No caso de um acidente, mesmo com derramento de baixa quantidade de lubrificante convencional, os prejuízos também econômicos são imensos, inclusive as multas”, salientou. “O biodegradável elimina esse problema do aspecto ambiental e garante um melhor desempenho para a máquina, o que diminui em muito as manutenções”.
A Lubvap passou a atender no e-commerce, tal a procura por produtos com certificação ambiental ISO 18000 e que seja ecologicamente correto. Os lubrificantes ecológicos dez vezes mais eficientes que os comuns e podem ser usados em maquinários de mineradoras, do segmento agrícola, do setor fabril e da construção civil. Além de tratores, extratoras, barcos, trens, equipamentos florestais, os caminhões off e on the road também podem usar o produto.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, pelo menos 30% do óleo lubrificante que chega às oficinas deveria ser devolvido às refinarias para o reaproveitamento. O óleo lubrificante contém elementos tóxicos, como cromo, cádmio, chumbo e arsênio, oriundos da fórmula original ou absorvidos do próprio motor do equipamento.
