Museu do Amanhã promove discussão sobre pesquisa e uso de minicérebros de laboratório
O Observatório do Museu do Amanhã promoveu no sábado, dia 11, o evento Minicérebros de laboratório: uma revolução na medicina?, com Stevens Rehen, professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ), pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e coordenador do Projeto de Criação do Biobanco de Células-Tronco de Pluripotência Induzida (iPS) do Ministério da Saúde. O evento foi mediado por Sérgio Brandão, diretor-geral da produtora VideoCiência e cocriador do programa de TV Globo Ciência.
O desenvolvimento de minicérebros vem revolucionando e instigando cientistas em todo o mundo. Esses pequenos aglomerados de neurônios adultos podem ser o próximo passo no teste de remédios no mundo, um estímulo à Indústria para a redução de estudos com animais. Como será a pesquisa científica em áreas como a neurociência no futuro? O que se pode esperar destas novas possibilidades e que oportunidades se abrem? Como é o dia a dia e o processo criativo de quem faz pesquisa biomédica de ponta? Essas e outras questões forão abordadas no evento.
Stevens Rehen foi um dos responsáveis pela pesquisa 100% brasileira, realizada com minicérebros criados em laboratório, que conseguiu simular os danos provocados pelo Zika Vírus logo nos primeiros dias de desenvolvimento do embrião. O estudo, publicado pela renomada revista americana Science, concluiu que os minicérebros infectados cresceram 40% menos que os órgãos não expostos ao vírus, sendo mais uma importante contribuição à hipótese de que o Zika seja o responsável pelo aumento de casos de microcefalia.
