Restam três rinocerontes brancos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Mais uma espécie está em vias de extinção. Um dos últimos quatro rinocerontes-brancos do norte morreu em novembro de 2015, em um zoológico em San Diego, nos EUA. A fêmea de 41 anos, chamada Nola,foi sacrificada pelos veterinários devido à deterioração do seu estado de saúde após uma cirurgia. Os três espécimes restantes, todos em idade avançada, vivem vigiados em uma reserva ambiental em Ol Pejeta, no Quênia. Eles são a última esperança de reprodução natural da espécie, mas pesquisadores também trabalham em programas de inseminação artificial, que não foram bem sucedidas até então

Em dezembro de 2014, Angalifu, um macho que vivia com Nola, morreu de câncer. Em julho deste ano, Nabiré, uma fêmea de 31 anos que estava no zoológico de Dvr Králové , na República Tcheca, também morreu. Em liberdade, os rinocerontes-brancos do norte foram caçados até a extinção, em 2008, por causa do alto valor do seu chifre em mercados da península arábica e do leste asiático (O Globo, 2015).

Os rinocerontes vivem na Terra há milhões de anos e sobreviveram à diferentes eras glaciais. Porém, não estão conseguindo sobreviver à era do dinheiro, pois estão sendo mortos para viabilizar o sonho de noites selvagens de paixão e sexo da elite humana, sem compaixão, são abatidos covardemente todos os anos para alimentar o comércio apenas do chifre, cujo preço no mercado negro vale mais que o ouro, chegando a 50.000 euros por quilo. Os criminosos cortam os chifres dos animais e vendem como remédio para diversos tipos de doença ou como porções afrodisíacas na China e no Sudeste Asiático.

Esta prática precisa ser classificada como um crime especista e deve ser condenada pelas leis internacionais contra o ecocídio. Infelizmente os rinocerontes-brancos do norte caminham para a extinção. É mais uma espécie que se vai. No máximo podemos evitar que o mesmo aconteça com outras espécies que estão ameaçadas, inclusive os rinocerontes negros.

Mas dificilmente evitaremos o holocausto biológico se o modelo de desenvolvimento baseado na ampliação do consumo, na extração ilimitada dos recursos naturais e na ampliação da áreas ecúmenas não for revertido. Só com o decrescimento das atividades antrópicas e a ampliação da áreas anecúmenas poderemos evitar a sexta extinção em massa dos seres vivos da Terra.

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