Veja os 25 principais sinais de que seu gato pode estar sentindo dor
Cientistas britânicos identificaram 25 comportamentos dos gatos que podem significar que eles estão sentindo dor. O novo estudo, publicado na revista Plos One, sugere que atitudes como a perda de apetite e dificuldade de pular podem indicar que o felino não está se sentindo bem. “Os sinais relatados no estudo podem ajudar tanto os veterinários quanto os donos de gatos a formar uma avaliação inicial do estado de dor dos felinos”, afirmaram os pesquisadores no estudo.
A dupla de cientistas da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, recrutou uma equipe internacional com 19 veterinários especialistas em felinos (com idades entre 30 e 60 anos; 10 mulheres e 9 homens). O estudo contou com três fases de pesquisa, na qual os especialistas deveriam compor uma grande lista de comportamentos que seriam relacionados à dor. Após um compilado de 91 respostas, os pesquisadores britânicos definiram que os itens que fossem consenso entre os veterinários deveriam ter sido citados 80% das vezes. Utilizando este parâmetro, itens menos citados foram excluídos, resultando em 25 pontos.
O estudo avaliou a frequência que os gatos com dor apresentam cada um dos itens, e se eles se manifestavam em baixo nível de dor, ou alto nível de dor. Assim, os cientistas conseguiram mapear 23 comportamentos que eram comuns quando os felinos sentiam dores agudas ou amenas. Outras cinco atitudes – evitar áreas muito claras, rosnar, mudar o comportamento alimentar, ficar com os olhos fechados e gemer – foram relacionadas apenas a níveis agudos de dor.
“Ao criarmos este conjunto básico de sinais, nós estabelecemos bases para futuras pesquisas que auxiliem na detecção precoce de dor nos gatos por meio de escalas que são baseadas em observações naturais e não invasivas”, explicou o professor de medicina veterinária comportamental na Universidade de Lincoln e coautor do estudo, Daniel Mills. “Gatos são conhecidos por não demonstrar que estão sentindo dor. Quanto mais informações nós conseguimos sobre o que estes sinais podem significar, mais rápido conseguimos levá-los ao veterinário para diagnóstico e tratamento”, disse Caroline Fawcett, presidente da Feline Friends, uma instituição de caridade dedicada a gatos que apoiou a pesquisa dos britânicos. De acordo com os pesquisadores, novas pesquisas ainda são necessárias para a conclusão de um projeto maior, que procura identificar os sinais de dor ao observar unicamente a expressão facial dos gatos.
Veja abaixo a lista dos 25 comportamentos felinos que podem significar dor:
1. Mancar
2. Dificuldade de pular
3. Caminhar de forma anormal
4. Não querer se mover
5. Se esconder
6. Reagir a palpitações
7. Brincar menos
8. Pouco apetite
9. Parar de se lamber
10 .Diminuir suas atividades diárias
11. Esfregar-se menos nas pessoas
12. Perder peso
13. Postura encurvada
14. Lamber somente uma parte do corpo
15. Cabeça baixa
16. Mudança de temperamento
17. Humor sem definição, indiferente
18. Contração involuntária das pálpebras
19. Evitar áreas com claridade (raro quando sentem pouca dor)
20. Rosnar (raro quando sentem pouca dor)
21. Gemer (raro quando sentem pouca dor)
22. Ficar de olhos fechados (raro quando sentem pouca dor)
23. Mudanças no comportamento alimentar (raro quando sentem pouca dor)
24. Torcer o rabo
25. Dificuldades para urinar
Entenda o comportamento dos gatos
Pedir carinho
A maioria dos gatos gosta de receber carinho na cabeça porque essa é a região em que frequentemente recebe as lambidas de amigos de sua espécie – esse é um ritual de amizade e confiança entre eles. Nos humanos, o ritual é substituído pelo cafuné. Pedir um chamego é uma maneira de estreitar a relação com o dono.
Ronronar
O ronronar do gato é um mistério no estudo dos felinos. O som é produzido por músculos que fazem vibrar as cordas vocais de uma maneira especial, por diversas razões. Quando pequenos, os gatos ronronam no momento em que mamam, e a mãe acompanha o ronronar, produzindo o mesmo som. Em adultos, é um sinal emitido para os humanos quando querem chamar a atenção. Tudo indica que o ronronar significa um pedido: para trazer comida, continuar passando a mão em sua cabeça ou afastar algo que o amedronta.
Brincar
As brincadeiras servem para os gatos aprenderem a caçar e também para se socializar com outros gatos. No caso dos animais domésticos, que caçam muito menos do que os selvagens, as brincadeiras entre eles se tornaram um modo de demonstrar amizade. Para parar de brincar, eles dão um sinal: curvam as costas, empinam o rabo e saem de cena.
Não gostar quando pegam em suas patas
O tato dos gatos, sentido que os ajuda em suas caçadas, é muito sensível. Por esse motivo, os animais detestam quando alguém toca em suas patas. As almofadinhas das patas possuem receptores que indicam o que está entre elas e as garras são equipadas com nervos que revelam o quanto foram esticadas e qual a resistência que suportam.
Miar
Gatos livres raramente miam uns para os outros – exceto quando estão brigando ou acasalando, atividades barulhentas. Os miados geralmente são direcionados às pessoas, para chamar sua atenção e conseguirem o que querem. Por isso, os gatos modulam seus miados de acordo com o “pedido” ou miam geralmente nos mesmos lugares da casa: em frente à porta quer dizer “me deixe sair”; no meio da cozinha, “me alimente”.
Ser dissimulado
Descendentes de uma espécie solitária e caçadora, o comportamento dos gatos é talhado para competir, não para colaborar. Com exceção de algumas semanas depois do nascimento, eles são autossuficientes e, assim, não têm necessidade de demonstrar emoções para se comunicar. Como bons caçadores, preferem dissimular suas emoções e manipular as atitudes do adversário. É por isso que, quando estão com medo, eles ou se encolhem, tentando parecer menores do que são e fogem sem serem notados, ou tentam parecer maiores, curvando as costas e levantando os pelos. É a tentativa felina de manipular as emoções do oponente.
Levantar a cauda
A cauda levantada na vertical parece ser um sinal que demonstra a boa intenção de um gato para o outro. Essa demonstração, comum nos filhotes quando se aproximam da mãe, evoluiu durante a domesticação e, hoje, quando um gato levanta sua cauda e outro gato corresponde com o mesmo sinal, os dois se aproximam e se esfregam uns nos outros, demonstrando que são amigos. A cauda levantada é o sinal mais claro da afeição de um gato por um humano.
Esfregar-se nas pernas do dono
Trata-se de um dos sinais táteis com o qual um gato comunica sua amizade. Quando um gato esfrega seu corpo em outro ele reafirma a confiança entre eles. Nas pernas do dono, ele declara sua afeição. Normalmente, primeiro ele levanta a cauda e depois fricciona seu corpo, seja em outro gato, seja nas pernas dos humanos.
Trazer animais mortos para casa
Depositar animais mortos no chão é uma atitude remanescente do instinto caçador felino. Depois de caçar, ele simplesmente traz a presa para casa. “Quando o gato chega em casa, no entanto, lembra-se de que os ratos não são tão gostosos quanto a comida que seu dono lhe dá – e abandona a presa, para a revolta do proprietário”, afirma Bradshaw. O autor desmente a ideia de que os gatos trazem a presa para nos alimentar, como as mães-gatos fazem com os filhotes. Os gatos nos enxergam, provavelmente, como gatos grandes: um pouco como suas mães, um pouco como um gato superior.
Não se dar bem com outros gatos
Gatos são animais territoriais e solitários. Depois de adultos, eles geralmente se dão mal com outros gatos – exceto os membros de sua família, que conhecem quando filhotes. Por isso, quando dois adultos são colocados na mesma casa, separam suas áreas e costumam brigar. A melhor maneira é dividir os locais onde comem e dormem. Mesmo assim, se houver gatos mais velhos na vizinhança, os mais novos costumam ficar amedrontados e estressados – e isso pode fazê-los adoecer e morrer.
Dormir tanto
Os gatos têm um estilo de caçada que leva sua capacidade física ao limite. Costumam esperar pela presa e, quando ela aparece, atacam com ímpeto, usando todo o potencial de sua visão, audição, olfato e músculos. Depois de tanto esforço, precisam de um longo período de descanso. Gatos dormem em média 18 horas por dia: é o tempo necessário para recarregar todas as energias.