Governo do Estado prioriza investimentos para obras de saneamento básico

Na busca de encontrar soluções viáveis para as questões relacionadas ao saneamento básico na Paraíba, o Governo do Estado implantou, de 2011 a 2015, 87 obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário, em 63 municípios paraibanos. Um investimento de R$ 713 milhões. A se somar a este valor, existe ainda cerca de R$ 434,7 milhões em ações previstas, o que corresponde a um total de 1,1 bilhão em serviços de água e esgotos.

Segundo informações do secretário de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo Lins Filho, desse total de 87 obras implantadas, 39 foram concluídas, sendo 29 de abastecimento de água e 10 de esgotamento sanitário. 48 obras encontram-se em andamento, sendo 23 de abastecimento de água e 25 de esgotamento sanitário. “Diante de um cenário onde apenas 82% da população brasileira tem acesso a água tratada e mais de 100 milhões no país não possuem coleta de esgoto, o Governo do Estado tem se mobilizado no sentido de organizar um planejamento para mudanças de paradigmas na Paraíba, respondendo com um elenco de obras de saneamento básico”, comentou João Azevedo.

O secretario procura detalhar algumas dessas intervenções e explica que nas 39 obras concluídas, o Governo do Estado investiu R$ 185,8 milhões, sendo R$ 171,2 milhões em água e R$ 14,6 milhões em esgotos, beneficiando 38 cidades, a exemplo de Bom Jesus, Cachoeira dos Índios, Santana de Mangueira, João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra, Sapé, Santa Terezinha, Sossego, São José do Brejo do Cruz, Pirpirituba, Campina Grande, Queimadas, Taperoá, Massaranduba, Araçagi, Guarabira, Cuitegi, Pilõezinhos, Assunção, Salgadinho, Areia de Baraúna, Passagem, Cacimba de Areia, Quixaba, Desterro, Emas, Triunfo, Coxixola, Nova Palmeira, Piancó, Igaracy, Água Branca, Ibiara e Brejo dos Santos.

Nas 48 obras em andamento, o valor total investido alcançou a cifra de R$ 527,2 milhões, sendo R$ 299,5 milhões em água e R$ 227,7 milhões em esgotos, com 33 cidades beneficiadas, tais como João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra, Lucena, Mamanguape, Itabaiana, Areia, Queimadas, Belém, Caiçara, Logradouro, Cacimba de Dentro, Araruna, Tacima, Dona Inês, Damião, Riachão, Itaporanga, Paulista, São Bento, Nazarezinho, São José de Lagoa Tapada, Aguiar, Riacho dos Cavalos, Campina Grande, Pocinhos, Lagoa Seca, São José de Lagoa de Roça, Matinhas e Alagoa Nova.

O secretário revela que ainda estão previstas sete importantes ações, sendo cinco de abastecimento de água e duas de esgotamento sanitário, que vão alcançar cerca de R$ 434,7 milhões em investimentos. Uma das obras previstas e que se encontra em contratação é a ampliação do sistema de abastecimento de água de Cajazeiras (4ª adutora), no valor de R$ 11,2 milhões, pelo PAC Prevenção. Também está sendo prevista a execução de projetos para obras de esgotamento sanitário para atender as cidades de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Conde, no valor de R$ 1,9 milhão, pelo PAC 2 – Grupo 2, cujo processo está em andamento.

João Azevedo acrescenta que outra ação importante é a implantação de esgotamento sanitário em Patos, Santa Rita, Cabedelo e Bayeux, com investimentos da ordem de R$ 354,9 milhões, através do PAC 2 – 4ª seleção. A situação desse projeto relativa ao município de Patos é de contratação com a Caixa; já para Santa Rita, Cabedelo e Bayeux, a situação é de preparativos para a licitação. A execução de projetos de setorização para melhoria no abastecimento de água das cidades de João Pessoa e Cabedelo, no valor de R$ 2,3 milhões, pelo PAC 2 – Grupo 2, também está em andamento.

Ele lembra que o Governo do Estado já trabalha a contratação com a Caixa Econômica Federal de recursos da ordem de R$ 43,7 milhões, pelo PAC 2 – 3ª seleção, para viabilizar a 3ª etapa da Translitorânea, que prevê a ampliação do sistema de abastecimento de água de João Pessoa. O Governo do Estado também está preparando licitação para melhorias no abastecimento de água de Guarabira, onde serão investidos R$ 16,9 milhões, pelo PAC 2 – 4ª seleção. Também encontra-se em processo de contratação com a Caixa a obtenção de R$ 3,8 milhões, ainda pela 4ª seleção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), para melhorias no abastecimento de água de Cajazeiras.

Segurança hídrica: adutoras ajudam a levar água para a população  

A adutora é considerada um componente importante no sistema de abastecimento de água, já que é responsável pela condução das águas de uma fonte para um reservatório e ajuda a abastecer lugares carentes do precioso líquido. Por isso, na Paraíba, sua construção tem sido prioridade, como explica o secretário de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo.

“Estamos com um conjunto enorme de adutoras na Paraíba, umas concluídas, algumas com obras em andamento e outras a iniciar. Começamos o programa com 700km de adutoras e, atualmente, já estamos com 947 km, sendo aproximadamente 172 km já entregues, 587 km em execução e cerca de 188 km, cujas obras ainda vão ser iniciadas, já que estão sendo fechadas as licitações de algumas e a viabilização de recursos de outras”, informa.

Ao todo, o programa de construção de adutoras totaliza uma extensão de 947,3 km e investimentos da ordem de R$ 826,4 milhões, sendo R$ 187,1 milhões em obras concluídas, R$ 513,6 milhões para obras em andamento e R$ 125,7 milhões previstos em obras a iniciar.

Entre as obras mais importantes e já concluídas, destaca-se a 1ª etapa da Translitorânia, executada pela Cagepa, que implantou 27,9 km de adutora e somou investimentos de aproximadamente R$ 104,4 milhões. A segunda etapa dessa adutora, que garante segurança hídrica para a Grande João Pessoa, encontra-se em andamento. Nessa etapa estão sendo investidos R$ 150,7 milhões, na implantação de 10,7 km de adutora.

Em Campina Grande, o Governo do Estado prevê investimentos de R$ 70 milhões para a construção da adutora São José, que terá 21,3 km de extensão. Em Mamanguape, estão sendo investidos R$ 32,2 milhões na construção, por meio da Cagepa, de 23,9 km de adutora.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia (SEIRHMACT) está dando andamento à construção de 63,1 km de adutora em Boqueirão, onde estão sendo investidos R$ 24,7 milhões. A SEIRHMACT também está construindo 87,2 km de adutora em Camalaú, com investimentos da ordem de R$ 24,3 milhões. Mais 47,4 Km de adutora estão sendo construídos pela secretaria no município de Natuba, com R$ 20,8 milhões de investimentos. Pocinhos recebeu 25,5 km de adutora, obra já concluída e que somou R$ 17,7 milhões de investimentos.

Segundo informações do presidente da Cagepa, Marcus Vinícius Fernandes Neves, é grande o elenco de obras executadas pela empresa, beneficiando todas as regiões do Estado. Com relação à construção de adutoras, ele revelou que a empresa pretende investir R$ 13,2 milhões na implantação de 30,4 km da adutora Itaporanga/Nova Olinda/Pedra Branca.

“A Cagepa é responsável pela execução de mais de 40 obras para implantação de adutoras na Paraíba, que soma-se a mais 11 adutoras que têm como órgão executor a SEIRHMACT, além de outras seis executadas por outros órgãos do governo, totalizando 58 adutoras”, detalha.

Ações emergenciais – Marcus Vinícius destaca ainda que o Governo do Estado tem investido em ações emergenciais para amenizar os efeitos da estiagem e racionamento de água em algumas localidades paraibanas. Segundo informa o presidente da Cagepa, a empresa tem hoje 102 mil ligações sem água nas torneiras, 25 municípios sem água, em colapso, e mais 99 em racionamento. Ele considera que essa é uma situação extremamente crítica, necessitando de ações emergenciais.

Ele cita como exemplo, a construção da adutora emergencial do açude de Sumé, que reforçou o sistema de abastecimento do Congo. “Essa obra teve uma duração de 75 dias, a partir da hora que autorizamos a ordem de serviço até a inauguração. A adutora desmistifica que obra pública tem que ser demorada para ter qualidade. Essa obra de Sumé evitou que 65 mil pessoas de cidades como Monteiro, Serra Branca e outras da região do Cariri ficassem hoje sem água, porque se nós estivéssemos dependendo da adutora do Congo, única e exclusivamente, não só o Congo, mas toda aquela região, exceto Sumé, estaria sem água”, afirma.

A adutora emergencial atende as populações dos municípios de Serra Branca, Monteiro, Sumé, Santa Luzia do Cariri, São João do Cariri, Prata, Ouro Velho, Amparo, São José dos Cordeiros, Gurjão, Santo André, Parari, Sucuru (distrito de Serra Branca), Coxixola, Pio X (distrito de Sumé) e Livramento. A adutora foi construída com recursos próprios, recebeu investimentos de mais de R$ 1,4 milhão, e conta com 3 km de extensão.

“Essa adutora, contemplada dentro do programa Viva Água, foi a primeira que inauguramos. Temos mais dez em construção, uma inclusive atendendo Itaporanga, Conceição, Carrapateira, Mãe D’água, Emas e outros municípios. Temos ainda a adutora emergencial de Cajazeiras e Lagoa do Arroz, com laboratório novo, com nova tecnologia e nova vidraria para melhorar a qualidade de água”, acrescenta.

Marcus Vinícius ressalta também a importância das obras estruturantes da adutoras permanentes como, por exemplo, a adutora que o Governo do Estado pretende inaugurar entre o final de março e o começo de abril, de Pirpirituba a Belém. “Esse sistema, que vem da Lagoa do Matias, vai permitir a manobra e o equilíbrio do abastecimento de água para Belém, uma cidade com mais de 20 mil habitantes, Caiçara com 10 mil e Logradouro, com 35 mil, contando com as populações das localidades de Braga e Rua Nova”, explica.

Ele acrescenta que Cacimba de Dentro/Jandaia também é outra adutora que vai permitir abastecer munícipios como Cacimba de Dentro e Araruna, desafogando Canafístula para atender Bananeiras e Solânea, cuja expansão imobiliária pelo turismo ecológico, está bastante desenvolvida.

Cagepa atualiza sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) completa, em 2016, 50 anos de atuação e, segundo o presidente da empresa, Marcus Vinícius Fernandes Neves, a prioridade é adotar novas tecnologias para atualização e manutenção dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.

Ele cita como exemplo, o esgotamento sanitário de Campina Grande, onde foram investidos, nos últimos dois anos, só na recuperação dos emissários de Bodocongó e da depuradora mais de R$ 2 milhões.

“Um estudo preliminar está sendo conduzido dentro da Cagepa para a recuperação do gás metano, quarenta vezes mais poluente do que o CO2, da estação de tratamento da nossa lagoa anaeróbia, que é uma lagoa que faz o primeiro tratamento e que por ser anaeróbia emite as bactérias e outros elementos decompositores da matéria orgânica do esgoto. Um dos elementos da decomposição é exatamente esse gás metano. A partir desse estudo inicial, Já conversamos com alguns empresários sobre uma parceria futura para aproveitamento comercial do gás”, complementa.

Outra medida importante adotada pela companhia é a automação operacional do sistema. “Reservatórios que antigamente precisavam ter um operador para ligar e desligar, hoje têm uma operação toda automatizada, com controle de nível, inclusive a distância, e utilizando energia solar para fazer essa automação, não gastando energia da concessionária. Muitas vezes esses reservatórios são em lugares mais remotos, onde existe uma dificuldade inclusive de chegar com energia elétrica, por isso a utilização da energia solar”, justifica.

Outros investimentos

Entre os investimentos da empresa na área de saneamento básico em João Pessoa, destaca-se a recuperação total da estação elevatória de esgotos que fica na avenida Maria Rosa, em Manaíra. A estação elevatória que leva e encaminha para o tratamento todo o esgoto da orla de João Pessoa passou por um processo de renovação.

“Estamos fazendo o que empresariado da construção civil chama de retrofit, ou seja, estamos reformando a estação elevatória conservando a estrutura original do edifício, mas acrescentado todo um processo de recomposição em relação ao tratamento do esgoto, ou seja, refizemos toda a caixa de areia, toda parte de gradeamento e estamos recuperando todo o processo de bombeamento, com bombas atualizadas em termos de eficiência energética”, detalha.

Marcus Vinícius informa que toda a parte da subestação que é antiga, e ainda no chão, está sendo substituída por uma nova. Os gastos só na subestação alcançam R$ 271 mil. Também estão sendo adquiridos geradores para suprir a falta de energia. “Estamos trabalhando na recuperação da urbanização da área. Quem passa hoje na avenida Maria Rosa, em Manaíra, vê uma estação totalmente diferente, toda azulejada e bem cuidada. O zelo pelos bens públicos não é só uma marca da Cagepa, mas de toda a administração conduzida pelo governador Ricardo Coutinho”, ressalta.

Na opinião de Marcus Vinícius, essa marca de governo também se revela na prevenção dos danos ambientais resultantes da falta de esgoto tratado. Ele cita como exemplo, o caso do distrito de Odilândia, em Santa Rita, que foi construído em cima da maior riqueza do município, suas fontes subterrâneas de água mineral.

Para não acontecer o aparecimento do nitrato nas águas, proveniente do esgoto humano depositado em sistemas sépticos, como ocorreu em Natal, quando as fossas ao longo do tempo começaram a infiltrar e a aparecer nitrato na água, o que é um indicador de que há contaminação, o Governo da Paraíba, por meio da Cagepa, investiu R$ 5,5 milhões no sistema de esgotamento sanitário do distrito de Odilândia, em Santa Rita. A obra interligou a rede de esgotos de aproximadamente 900 residências, beneficiando 4,4 mil moradores.

A equipe de manutenção da Cagepa passou por treinamentos e todo o processo foi informatizado. “Hoje nós temos uma comunicação melhor com nossos operadores. Colocamos novos hidrômetros, estamos trabalhando com macromedição, telemetria, ou seja, fazendo a medição online, a distância. Então, de hora em hora, tenho um acompanhamento da vasão dos grandes consumidores. Estamos implantando a tecnologia primeiro em João Pessoa, nos dez maiores consumidores de água, para acompanhar remotamente todo o processo de consumo deles”, revela o presidente.

Recuperação dos sistemas

A Cagepa fez a recuperação de uma primeira etapa da estrutura da estação de tratamento de Marés. Foi recuperada toda a parte estrutural da estação e agora foi autorizada a ordem de serviço no valor de R$ 280 mil para recuperar toda parte física, pintura, instalações, teto e nova casa de cloro. “São complementos importantes e vamos agora investir para trocar todas as válvulas antigas e todo o sistema hidráulico também, para diminuir as perdas no tratamento da água, fazendo com que melhore nossa eficiência e diminua os custos para a população”, garante.

Além disso, segundo Marcus Vinícius, a empresa tem trabalhado constantemente na estação de Gramame. Foram investidos quase R$ 800 mil na troca do leito filtrante e na reorganização do sistema, para melhorar a qualidade do tratamento de Gramame, que atende João Pessoa e Cabedelo e, agora, a partir do mês de março, vai atender também ao Conde.

“Esse é um trabalho feito diuturnamente, buscando a melhoria do sistema. “Temos um planejamento estratégico a ser implantado dentro da empresa para, até 2020, utilizando essa melhoria do sistema, alcançarmos a recuperação de todas as unidades”, conclui.

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