“Em 2016, é preciso ir das palavras para as ações”, afirma Ban Ki-moon
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou aos Estados-membros na última quarta-feira, 17 de fevereiro, que “em 2016 é preciso ir das palavras para as ações”. Ele ressaltou que a cerimônia de alto nível para assinatura do Acordo de Paris sobre mudança climática, em 22 de abril, é um “passo essencial”.
Para o chefe da ONU, o acordo adotado na COP21, em dezembro, marcou um “ponto de virada histórico” na resposta do mundo à mudança climática. Pela primeira vez, todo os países “prometeram cortar suas emissões, fortalecer a resiliência” e se juntar em uma causa para o bem comum.
Ban afirmou que, em Paris, os “governos demonstraram que agindo juntos, podem alcançar o que ninguém pode sozinho”. Segundo o secretário-geral, “o mundo agora tem um acordo climático universal, justo, flexível e durável”. Ele agradeceu a todos os governos, líderes e integrantes da sociedade civil que “tornaram o Acordo de Paris possível”.
Cerimônia
Ban fez um apelo à participação de todos os governos, “no nível mais alto”, na cerimônia de assinatura do acordo e afirmou que esta será uma “ocasião histórica”.
Segundo o secretário-geral, o evento será a primeira oportunidade para os governos avançarem o processo que vai levar à implementação e ratificação do Acordo de Paris.
Para o chefe da ONU, a participação de chefes de Estado e governo vai mostrar ao mundo que eles estão “determinados a avançar o mais rápido possível”.
Tópicos
Ban disse ainda que pediu aos líderes mundiais que venham a Nova York preparados para abordar quatro tópicos. O primeiro é fornecer uma atualização de como serão implementados os planos climáticos nacionais e como eles serão integrados à agenda de desenvolvimento sustentável.
O segundo é apresentar um plano para chegar ao objetivo de limitar o aumento da temperatura global a menos de 2ºC.
Os outros pontos são indicar um calendário nacional para a ratificação do Acordo de Paris e mostrar como os países estão acelerando suas ações climáticas antes de 2020, contando com recursos e ações de todos os setores da sociedade.
(Por Laura Gelbert, da Rádio ONU)
