Calor forte no Nordeste livra os produtores de coco da crise
No nordeste brasileiro, o que dita o ritmo da vida e da economia é o calorão. E como todo mundo só pensa em sombra e água de coco, não tem crise nos coqueirais de Sergipe.
Que o verão tá escaldante, quem tá no Nordeste sabe. E nesse calorão, pra matar a sede: água de coco!
Parece irresistível? E é! A vontade por água de coco impulsiona um setor que comemora os lucros. “Graças a Deus a gente não passou por crise”, garante.
No campo, onde tudo começa, só no mês passado, foram vendidos 1,3 milhão de cocos, em uma área irrigada em Sergipe – 15% a mais que no mesmo período do ano passado.
Só em uma fazenda são 120 mil pés de coco verde. É muito fruto e acredite, às vezes nem dá pra atender a demanda que só cresce nesse período. E olha, a clientela é exigente. O coco tem que estar com o formato arredondado, sem manchas. E, claro, com muita água.
A boa fase abriu vagas de trabalho. “No sábado eu vim e já comecei a trabalhar na segunda fichado”, conta o colhedor de coco Magno Santos.
Do fim de novembro pra cá, a coisa aqueceu tanto que deu até pra pagar um décimo quarto salário para os trabalhadores. Planos não faltam.
“Pagar algum débito que deve, economizar pra uma coisa mais na frente”, diz o colhedor de coco Geraldo da Cruz.
Todos os dias têm caminhões carregados saindo de lá pra abastecer os mercados no país inteiro. Os motoristas que fazem frete andam rindo à toa. Seu José Wilson dos Santos já chegou a dispensar serviço porque tem fretes todos os dias
“Todo dia a gente está aqui, todo dia. Só não domingo. E se precisar vem”, afirma o motorista.
