Soro que poderá inativar o vírus zika deve ficar pronto em três anos

O Instituto Vital Brazil e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) firmaram, ontem, uma parceria para a produção de um soro contra o vírus zika. Injetado em pessoas já diagnosticadas com a doença, o produto conseguiria inativar imediatamente o micro-organismo, o que poderia ajudar na redução de casos de microcefalia associados à infecção. A expectativa é de que o composto fique pronto em três anos.

— Vamos trabalhar com o intuito de que a ação deste soro seja como a do soro contra a raiva. Quando aplicado, o vírus é imediatamente inativado no paciente. No caso de mulheres grávidas, acreditamos que, se aplicado assim que confirmado o diagnóstico, evitaremos que o vírus aja no sistema neurológico do feto — disse o médico Antônio Werneck, presidente do Instituto Vital Brazil, durante evento que anunciou a parceria.

Em todo o Brasil, surgem iniciativas que visam ao combate da doença. No Pará, um estudante de 21 anos desenvolveu um jogo online que ensina crianças a eliminarem criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya. Segundo informações do portal G1, o criador do game é Renan Souza, aluno do curso técnico de informática do Instituto Federal de Educação do Pará. Para jogar, basta acessar https://www.scirra.com/arcade/adventure-games/contra-a-dengue-o-jogo-4143.

O Ministério da Saúde informou que, até o fim do ano, vai adquirir 500 mil testes de biologia molecular capazes de fazer o diagnóstico simultâneo de dengue, zika e chikungunya. O exame está sendo desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz.

São Paulo tem teste rápido para dengue

A Secretaria municipal de Saúde de São Paulo começou a utilizar, ontem, um teste rápido para diagnosticar a dengue, capaz de dizer se a pessoa está ou não com a doença em até 25 minutos. De acordo com a farmacêutica Glória Ribeiro, coordenadora da Assistência Laboratorial da pasta, o exame está disponível em todas as unidades de saúde municipais, para ser aplicado em qualquer paciente que apresente sintomas suspeitos.

— O objetivo é identificar as regiões onde os testes estão dando mais resultados positivos, para que isso auxilie ações de bloqueio contra o Aedes aegypti. Vamos encaminhar agentes para essas áreas, onde eles trabalharão juntos com a comunidade no combate ao mosquito — explicou Glória Ribeiro, acrescentando que a tecnologia só será utilizada até março.

Para fazer o exame, gotas de sangue do paciente são colocadas para reagir com diluentes, que indicam se o organismo está desenvolvendo anticorpos contra o vírus da dengue. Se o resultado der positivo, é realizado o teste sorológico para confirmação.

A Secretaria municipal de Saúde do Rio afirmou que não tem intenção de adotar esse método de diagnóstico, comprado de um laboratório pela prefeitura de São Paulo. A pasta vai aguardar a distribuição de insumos estratégicos pelo Ministério da Saúde.

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