Nova técnica recupera celular molhado; veja sete dicas para salvar aparelhos “afogados”

Na piscina, na pia, no mar, ou vaso sanitário. Quem nunca deu um banho no celular? Mesmo os mais cuidados podem se deparar com o problema por causa da curiosidade de uma criança ou de alguém com sede de vingança – há poucos meses, uma japonesa se vingou do namorado, que a traía, jogando todos os equipamentos eletrônicos dele em uma banheira cheia d´água. A foto da façanha se tornou um viral nas redes sociais.

Quem está com um celular “afogado” em mãos costuma ouvir uma dica: deixar o aparelho num saco de arroz cru, para que os grãos absorvam a umidade. Porém, a estratégia não funciona, segundo a TekDry, uma empresa americana que identificou um novo nicho de negócio, e desenvolveu uma tecnologia capaz de secar smartphones e outros equipamentos eletrônicos.

Segundo um estudo conduzido pela DTJ Consulting, por encomenda da TekDry, deixar um smartphone por 48h entre grãos de arroz leva a uma remoção de apenas 13,1% da água presente no aparelho. Melhor seria deixá-lo simplesmente sobre uma mesa, em contato com o ar. Nesse caso, 14,7% da água é removida.

Já a meta da TekDry é secar o aparelho completamente em menos de meia hora. Para isso, a empresa conta com uma câmara (parecida com uma panela) que utiliza pressão e calor para gerar um ambiente favorável à evaporação da água.

A empresa afirma ter uma taxa de sucesso superior a 80% – desde que o aparelho seja entregue menos de 48h após cair na água. Vale destacar que, se o telefone cair no mar ou na piscina, as chances de recuperação são menores. De todo modo, a TekDry promete só cobrar o serviço, que custa US$ 50, quando o aparelho voltar a funcionar.

A novidade ainda não está disponível no Brasil. Então, por enquanto, a opção é seguir as dicas dadas pela empresa sobre o que fazer – e, principalmente, o que não fazer – diante de um acidente desse tipo.

– Não ligue o aparelho, pois água e eletricidade não combinam.
– Não desligue o telefone. Essa medida ajudará a prevenir um
curto- circuito.
– Se possível, remova a bateria. Isso minimiza o risco de danos irreversíveis.
– Caso o aparelho caia no mar, vale a pena lavá-lo com água doce. Coloque-o por alguns segundos debaixo da água corrente de uma torneira para tirar o sal, que corrói o aparelho e pode causar mais dano do que a água.
– Vale a pena tentar secar o aparelho com papel-toalha ou um pedaço de pano. Remover a água visível previne que ela continue pingando dentro do celular e cause ainda mais danos.
– Não use o secador de cabelo ou forno, pois o calor deforma elementos sensíveis dentro do aparelho.
– Não coloque o celular no micro-ondas. Grande parte dos componentes do aparelho é metálica, e a presença de metal nesse tipo de forno pode gerar faíscas e até mesmo causar um incêndio.

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