Areia Vermelha, Caribessa e Picãozinho terão restrição de acesso para que não acabem

A região de Areia Vermelha, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, vai passar por mudanças significativas para preservação, regulamentação de uso e instituição de área de unidade de conservação. As modificações, como a proibição do comércio ostensivo e de embarcações motoras, são discutidas através de um estudo que envolve órgãos estaduais e do município de Cabedelo, além da Capitania dos Portos, para que Areia Vermelha tenha o ambiente preservado. O monitoramento é previsto também para Picãozinho e Caribessa, em João Pessoa.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Farias, as ações devem começar a partir deste ano com a modificação do fluxo de embarcações. As atividades também vão combater o comércio ilegal de produtos e a pesca, além de monitorar a quantidade de turistas que visitam o local.

“O que estamos fazendo é trabalhar para a construção de uma unidade de conservação estadual. Estamos pegando, inicialmente, Areia Vermelha para regulamentar a sua utilização. O que temos visto é um fluxo desordenado, a pesca sem controle, o comércio irrestrito e sem conservação do meio ambiente. As embarcações a motor não vão poder ancorar em algumas áreas, o comércio ilegal vai ser proibido e vamos ter fiscalização”, disse o secretário.

Ainda segundo ele, posteriormente, as medidas também vão ser adotadas em áreas como o Caribessa, Picãozinho e as piscinas naturais do Seixas. Para ele, o zoneamento dessas áreas é essencial para que o turismo continue na região.

“É necessária essa normatização, essa regulamentação das áreas para que possamos manter um controle da conservação e para evitarmos o que aconteceu em Maceió, onde houve interdições temporárias de pontos turísticos por conta do turismo e comércio desenfreados. Não vamos proibir o turismo, vamos regulamentar para preservar as áreas”, concluiu o secretário Walber Farias.

A presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, defende a regulamentação do uso de Areia Vermelha, alegando que a área vive um processo de descuido e má preservação frutos do descontrole de embarcações e da má educação de alguns visitantes.

“O disciplinamento de Areia Vermelha é necessário para atender até uma determinação judicial. Isso era para ter sido feito desde 2006. Temos casos onde barcos, principalmente particulares, ancoram em cima dos corais, destruindo o local. Existem pessoas que fazem churrasco na areia, jogam garrafas vazias de uísque na areia e no mar. Isso não pode continuar acontecendo. Não podemos continuar do jeito que está, precisamos de organização”, afirmou Ruth Avelino.

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