Consumo de farinha de trigo pode trazer problemas para quem tem a doença celíaca

A farinha de trigo, presente em massas, bolos e pães, contém glúten, uma proteína que pode trazer sérios problemas para quem tem a doença celíaca. Mas, para a felicidade de quem se encaixa nesta descrição, já existem muitos alimentos que não contém a substância. O mercado está em expansão para cerca de dois milhões de brasileiros.

Desde 2003, todos os produtos industrializados devem indicar na embalagem se tem ou não glúten. Esse alerta é para facilitar a vida de quem tem doença celíaca, mais conhecida como intolerância ao glúten. Ela é genética e pode se manifestar em qualquer fase da vida. Nessas pessoas, qualquer quantidade pode causar um processo inflamatório, que danifica a mucosa do intestino e impede a absorção de alimentos e nutrientes. Isso pode causar diarreia crônica, inchaço, enxaqueca e anemia por falta de ferro. Ao longo do tempo, a doença pode levar à desnutrição, osteoporose e diabetes.

O exame para detectar a doença celíaca é simples. Primeiro, uma amostra de sangue é analisada. Se der positivo, é feita uma endoscopia com biópsia do intestino para confirmar o diagnóstico. Por fim, vem a retirada completa e definitiva do glúten na dieta.

A doença celíaca é muito frequente na América Latina e Europa. Somente no Brasil, uma em 241 pessoas pode ter a doença. Uma delas é a empresária Marilis Maldonado, que só foi diagnosticada aos 36 anos. Uma vez curada, o mais difícil era viver sem glúten. Por isso, ela desenvolveu uma receita de pão sem a proteína, que fez o maior sucesso e foi só o começo. Hoje, ela tem sua própria empresa e conta com uma linha completa de alimentos livres de glúten.

Cresce no mercado a oferta de produtos livres de glúten (Foto: Globo)Cresce no mercado a oferta de produtos livres de glúten (Foto: Globo)

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