ONGs querem mico-leão-dourado na medalha de ouro dos Jogos Olímpicos

O vice-presidente da ONG Conservação Internacional (CI) Russell Mittermeier participou do VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, (CBUC) e fez um apelo aos mais de 1.200 participantes: que se unam para que o mico-leão-dourado seja utilizado na medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

O objetivo é usar a espécie, que é símbolo da Mata Atlântica, endêmica  do Rio de Janeiro e que está ameaçada de extinção, como vitrine para a conservação da biodiversidade do Brasil. “Fizemos uma campanha para que o muriqui – espécie de primata da mata atlântica – fosse escolhido como mascote das Olimpíadas, mas não tivemos sucesso. Esperamos que agora, ao apresentar nossa nova ideia no CBUC, tenhamos mais força na ação”, explica Mittermeier. Ele destaca ainda, que o apoio popular é fundamental para o sucesso da campanha.

Segundo Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, instituição realizadora do Congresso, é preciso aproveitar plataformas como os Jogos Olímpicos para que temas importantes sejam abordados. “A biodiversidade brasileira é nossa maior riqueza e temos que envolver a sociedade a fim de ela seja cada vez mais ativa em benefício da conservação da natureza”, afirma.

Gol contra na conservação

Malu lembra que apesar do mascote da Copa do Mundo de Futebol de 2014 ter sido o tatu-bola, essa vitrine não se concretizou em ações para a proteção da espécie. “É isso que queremos mudar para os Jogos Olímpicos, aproximar a sociedade da causa para que ela cobre das autoridades ações efetivas para conservação das espécies homenageadas”, conclui.

A campanha pelo mico-leão-dourado foi uma das 27 moções aprovadas na última sexta-feira (25), no encerramento do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, maior evento da América Latina sobre meio ambiente e áreas protegidas.

 

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