Brasília completa 100 dias sem uma gota de chuva: umidade nesse sábado (5) no ficou em 18%
Há exatos cem dias não chove em Brasília. O Jornal Nacional mostra como a população está fazendo pra conviver com a umidade baixíssima do ar.
Bolsa de mulher tem de tudo, todo mundo sabe. Mas nessa época do ano tem mais coisa ainda. “Meu kit seca: água, protetor solar, protetor labial, creme de pele, soro fisiológico e protetor facial”, conta a vendedora Elisangela Barbosa.
O arsenal não é exagero. A umidade nesse sábado (5) no Distrito Federal ficou em 18%. Na sexta (4) ficou mais baixa mais ainda: chegou a 14%. Em dias assim, a cadela Dalia é tratada a pão de ló. Ou melhor, hidratada na base da aguinha de coco.
“A gente está sentindo que ela está mais ofegante. Já moro em Brasília há bastante tempo e de fato acho que essa seca em especial. Ela está puxando mais do que nos outros anos”, comenta o economista César Matos.
As pessoas mudam os hábitos. Almoço fora de casa só em restaurante que refresca.
“Quando tem humidificador, por exemplo, já melhora bastante. O ambiente aberto facilita. Pra gente fazer refeição num solzão desses não é fácil”, conta o aposentado Eurípedes Vicente.
Nas escolas, o banho de mangueira virou lazer obrigatório. O lavador de carros tira onda. O trabalho para ele é sinônimo de refresco. “Tem muita gente que queria está aqui no nosso lugar”, afirma.
O chuveiro de um parque da cidade é onde as pessoas vão se refrescar enquanto fazem atividade física.
Neste sábado (5) completa cem dias sem uma gota de chuva no Distrito Federal. E a previsão é que a estiagem vai durar ainda todo o mês de setembro.
Não é só nariz, boca, garganta que ressecam. A natureza, o cerrado também sofre. É a época dos incêndios florestais. Este ano, o Corpo de Bombeiros registrou mais de 2,6 mil ocorrências.
O Corpo de Bombeiros registrou mais de 2.600 ocorrências. O fogo já queimou quase cinco mil hectares. Cerca de 50 quilômetros quadrados. E vai piorar. “Nós temos o agravamento da seca. Já temos um bom período sem chuva no país inteiro. Temos as outras questões climáticas como vento e a umidade então esse sim é esperado que sejam os dois meses mais complicados do ano”, aponta Gabriel Zacharias, chefe substituto do Prevfogo/Ibama.
