Fósseis vivos mais antigos do mundo vivem em lagoa no vulcão Galan

A imensidão intocada está revelando importantes descobertas para a ciência. É o que a equipe do Globo Repórter desvendou rumo à Lagoa Diamante, no interior da cratera do vulcão Galan. Só a cratera do vulcão Galan tem 42 quilômetros de diâmetro. Na sua última erupção espalhou cinzas por toda a América Latina.

A Lagoa Diamante, dentro da cratera do vulcão Galan, tem esse nome porque quando o sol reflete na água brilha como um diamante. Ela é o laboratório de pesquisas da bióloga Maria Eugenia Farias. Para a bióloga, as pedras da lagoa são mesmo muito preciosas. São rochas vivas, moradia de superbactérias iguais às que viviam há mais de três milhões de anos.

A salinidade da água é oito vezes maior do que a dos oceanos. Por isso, não congela nunca, mesmo quando a temperatura está abaixo de zero. As rochas ajudam a entender melhor como surgiu o oxigênio e a camada de ozônio na Terra. São os fósseis vivos mais antigos do planeta.

“Esse lugar é como uma janela para o passado, como a ciência pode explorar e imaginar como surgiu a vida no planeta. Essa pedra tem cores, essas cores são formadas por colônias de micro-organismos, que respiram arsênico e enxofre. Respiram arsênico da mesma forma que ocorria há milhões e milhões de anos, quando na Terra não havia oxigênio”, disse a bióloga Maria Eugenia Farias, pesquisadora do Conicet-Limla.

Os primeiros exames de laboratório mostraram que os micro-organismos são poderosos, produzem uma espécie de fotossíntese dos gases venenosos para o oxigênio. É a força da natureza extrema. A menos de cem metros da gelada Lagoa Diamante, encontramos água fervendo a 85°C. É uma insurgência de água subterrânea do vulcão que alimenta a lagoa.

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