Propostas do Brasil na Conferência do Clima serão bem ambiciosas
A 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima vai reunir 196 países na construção de um novo acordo climático. Para o encontro, que acontece em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro, o Brasil promete propostas com “metas ambiciosas”. A informação foi dada nesta quarta-feira (15) pelo secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink.
De acordo com Klink, as propostas brasileiras devem seguir o mesmo caminho dos acordos climáticos firmados entre Brasil e Estados Unidos no último mês de junho. Ele afirma que o Brasil é uma liderança internacional nas negociações sobre o clima e está trabalhando em alto nível político, com contribuições da sociedade acadêmica, civil, em todos os setores, para apresentar uma proposta robusta e inovadora na conferência, olhando pós-2020.
“Nós demos, como disseram os americanos, um flash [uma mostra do que será apresentado na COP 21]. A questão de restaurar 12 milhões de hectares [de florestas] até 2030 é uma meta muito ambiciosa, é metade da área do estado de São Paulo de reflorestamento”.
Outra meta “ambiciosa”, segundo o secretário, no acordo feito entre Brasil e Estados Unidos é o compromisso de, até 2030, ter 20% da matriz elétrica desses países oriundas de fontes renováveis, sem considerar a fonte hidrelétrica. “Nós hoje somos [utilizamos] 9% [de outras fontes renováveis], Estados Unidos são cerca de 7%, vão ter que alcançar 20% até 2030. É por esse caminho que estamos indo”, disse Klink sobre as propostas para a COP 21.
Protagonismo brasileiro
Carlos Klink lembrou que o Brasil já tem a Política Nacional sobre Mudança do Clima, com metas de reduzir em 38% as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020. “Já passamos desse limite, já reduzimos mais de 41%. Então estamos usando esse aprendizado para apresentar uma boa contribuição [na COP 21].”
Para Klink, o tema das mudanças climáticas envolve também questões de crescimento e desenvolvimento econômico e igualdade social e que o acordo entre Brasil e Estados Unidos, “países que mais reduziram emissões de gases”, ajuda a pensar conjuntamente o tema e colocar as necessidades reais em pauta, “como inovar nas questões de florestas, energia, de financiamento, continuar o combate ao desmatamento.”
Segundo o secretário, as primeiras reuniões entre representantes dos dois países estão marcadas para outubro, para a troca de aprendizagens e tecnologias.
A COP 21
O objetivo da 21ª Conferência das Partes (COP 21) sobre Mudança do Clima é assinar metas globais de redução de gases causadores do efeito estufa e traçar os novos caminhos para o desenvolvimento sustentável.
